Cruzeiros negam embarque a quem esteve no Irão, Coreia do Sul e Itália

Por a 26 de Fevereiro de 2020 as 15:34

As companhias de cruzeiros estão a atualizar os protocolos de saúde devido ao coronavírus e vão passar a negar o embarque a quem esteve também no Irão, Coreia do Sul e nas regiões italianas de Lombardia e Véneto nos últimos 15 dias, medida que foi já adotada pelas companhias do grupo Royal Caribbean Cruises, como a Pullmantur, Celebrity Cruises e Royal Caribbean International, que são representadas em Portugal pela Melair.

A medida, que inicialmente se aplicava apenas aos passageiros que, nos últimos 15 dias, tenham viajado de, para ou através da China, Hong Kong, Macau, foi agora alargada também ao Irão, Coreia do Sul e às regiões de Lombardia e Véneto, em Itália, onde se têm registado vários novos casos de contágio pelo Covi-19, o novo coronavírus que já causou perto de três mil vítimas mortais.

No caso da Pullmantur, a primeira das três companhias de cruzeiros do grupo Royal Caribbean Cruises a anunciar o novo protocolo de saúde, vão ser cancelados os cruzeiros de quem tenha viajado, “nos últimos 15 dias, não apenas «de», «para» ou «através» da China, Hong Kong e Macau, mas também «de», «para» ou «através» do Irão, Coreia do Sul e regiões italianas da Lombardia e Veneto”, independentemente da nacionalidade dos passageiros.

O cancelamento aplica-se ainda aos passageiros que “estiveram em contacto com pessoas que viajaram nos últimos 15 dias não apenas «de», «para» ou «através» da China, Hong Kong e Macau, mas também «de», «para» ou «através» do Irão, Coreia do Sul e regiões italianas da Lombardia e Veneto”, assim como a “todas as pessoas que se sintam indispostas ou apresentem sintomas de gripe”.

A companhia vai também realizar exames médicos antes do embarque a todas as pessoas que nos últimos 15 dias tenham  viajado «de», «para» ou «através» do Japão, Singapura, Tailândia e Itália (todas as regiões, exceto Lombardia e Veneto) ou que “não tenham a certeza de terem estado em contacto com pessoas que viajaram não apenas «de», «para» ou «através» da China, Hong Kong e Macau, mas também «de», «para» ou «através» do Irão, Coreia do Sul, Japão, Singapura, Tailândia e Itália”.

“O embarque será recusado às pessoas que apresentem febre ou baixos níveis de oxigénio no sangue durante o exame médico. Estas medidas foram tomadas após consulta a diferentes organismos, entre os quais os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), a Organização Mundial da Saúde e outras autoridades de saúde pública”, explica a Pullmantur na informação divulgada.

Medidas semelhantes adotou também a Celebrity Cruises, que avisa em comunicado que não vai permitir o embarque a “qualquer hóspede ou tripulante que viajou de, para ou através da China, Hong Kong, Macau, Irão, Coreia do Sul ou regiões italianas da Lombardia e Véneto no prazo de 15 dias antes da partida”.

Os passageiros que “tenham tido contacto com residentes nessas áreas” também não vão poder embarcar nos navios da Celebrity Cruises, que explica que esta medida inclui os “hóspedes que tiveram voos de ligação na China, Hong Kong ou Macau, Irão, Coreia do Sul ou nas regiões italianas da Lombardia e Véneto”.

“O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) caracteriza o contacto com um indivíduo como se estivesse a 2 metros de uma pessoa. Além disso, qualquer pessoa que se sinta mal ou demonstre sintomas semelhantes aos da gripe, não poderá embarcar”, destaca a Celebrity Cruises, aconselhando os seus passageiros a verificarem “cuidadosamente o itinerário das suas viagens aéreas para garantir que não transitam por nenhum gateway na China, Hong Kong, Macau, Irão, Coreia do Sul ou nas regiões italianas da Lombardia e Véneto”.

A Celebrity Cruises tomou também algumas medidas para manter os “altos padrões de saúde a bordo” dos seus navios e vai passar a “higienizar completamente o terminal do navio de cruzeiro antes e depois de cada partida” e a realizar uma “desinfeção especial de todas as áreas de alto tráfego a bordo, várias vezes ao dia”, passando ainda a contar com uma equipe médica extra em cada viagem e a “fornecer consultas gratuitas com especialistas médicos para todos os convidados e equipe”, enquanto o “comandante fará anúncios diários” durante os cruzeiros.

Na Royal Caribbean International, as medidas de saúde adotadas são idênticas e, por isso, a companhia vai também recusar o embarque a “qualquer pessoa que tenham viajado de, para ou através da China, Hong Kong, Macau, Irão, Coreia do Sul e das regiões italianas Lombardia e Véneto nos últimos 15 dias antes do embarque”, assim como a “qualquer pessoa que tenha estado em contacto com alguém que tenha viajado de, para ou através da China, Hong Kong, Macau, Irão, Coreia do Sul e das regiões italianas Lombardia e Vêneto” e ainda às pessoas “que revelem não se sentir bem de saúde ou que demonstrem sintomas de gripe”.

Tal como a Pullmantur, também a Royal Caribbean International vai realizar “avaliações médicas obrigatórias antes do embarque” a todas as pessoas que “tenham viajado de, para ou através do Japão, Singapura, Tailândia e Itália (todas as regiões além de Lombardia e Véneto) no últimos 15 dias antes do embarque”, bem como a quem não tenha “a certeza de ter estado em contacto com alguém que tenha viajado) de, para ou através da China, Hong Kong, Macau, Irão, Coreia do Sul, Japão, Singapura, Tailândia e Itália nos últimos 15 dias antes do embarque”.

O embarque será ainda negado a todos os passageiros que “tenham febre ou baixos níveis de oxigénio no sangue, detetados nos exames médicos obrigatórios”.

As companhias de cruzeiros garantem ainda o reembolso total aos passageiros que, devido ao coronavírus, sejam impedidos de embarcar, sendo o reembolso realizado segundo os “procedimentos habituais”.

 

 

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