Boom Festival gera impacto económico de 55,3M€ no país

Por a 6 de Fevereiro de 2020 as 11:59

O Boom Festival, evento que se realiza em Idanha-a-Nova de dois em dois anos, tem um impacto económico em Portugal de 55,3 milhões de euros, avança a Lusa, que cita um estudo da Ernst & Young (EY).

O estudo, que analisa o impacto económico, social e na sustentabilidade ambiental do  Boom Festival em Idanha-a-Nova, apurou que o valor económico total, uma estimativa que exprime o impacto total do festival em Portugal, entre impactos diretos, indiretos e induzidos no território nacional, é de 55,3 milhões de euros.

“Podemos perceber o que é que fica em Idanha, na região e no país. Nada como ter números reais para depois poder trabalhar uma estratégia conjunta com a organização do Boom Festival”, disse à Lusa Armindo Jacinto, presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, realçando a importância do estudo para perceber o impacto económico de um evento que se realiza num território despovoado.

Segundo o documento, o evento gera um valor acrescentado 29,4 milhões de euros principalmente nos setores do comércio e da indústria, tendo um impacto indireto e induzido de 30,1 milhões de euros.

No setor do turismo, o impacto do festival é de 6,9 milhões de euros, sendo que o documento explica que 47% dos ‘boomers’ aproveitam a vinda ao festival para estadias mais prolongadas em Portugal.

O estudo apurou também que, em média, o número de pessoas envolvidas em cada edição do Boom Festival, entre visitantes, artistas e outros profissionais, é de 41 mil, valor que “representa 4,9 vezes a população de Idanha-a-Nova e equivale a cerca do dobro dos turistas que visitam o município por ano”.

O Boom Festival cria ainda 549 postos de trabalho diretos, sendo que “as despesas com remuneração deste volume de emprego ascenderam a 14 milhões de euros”.

“O festival apresenta uma capacidade singular de atrair turistas para Portugal, funcionando como evento âncora de uma viagem que se prolonga sobretudo para os turistas não residentes, grupo esse que se renova a cada edição (65% foi ao festival pela primeira vez)”, lê-se no documento.

Em média, os não residentes em Portugal passam 7,4 dias no festival e 6,4 dias noutros destinos, enquanto apenas 13% dos residentes optam por passar, em média, uma noite e casa para além do festival, enquanto os não residentes procuram alargar a sua viagem a outros destinos, quase na mesma duração da estadia no evento.

Desde a primeira edição, em 1997, o número de visitantes do Boom Festival cresceu de forma exponencial, passando de cerca de 3.500 para 41.766 em 2018, com o estudo a sublinhar que, “desde 2014 que o número de participantes do festival estabilizou em cerca de 40.000, devido a uma opção estratégica da organização”.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido têm sido as nacionalidades mais representadas ao longo das diferentes edições do festival, sendo que nos últimos anos, a participação de pessoas com nacionalidade holandesa tem sido reforçada de forma estável.

Este ano, o Boom Festival regressa a Idanha-a-Nova, onde volta a decorre entre 28 de julho e 4 de agosto, sob o tema “Antropoceno”.

 

Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *