Ryanair vê lucro e passageiros a subir até 31 de dezembro

Por a 3 de Fevereiro de 2020 as 11:41

No trimestre que terminou a 31 de dezembro, a Ryanair registou um lucro de 88 milhões de euros, montante que compara com as perdas de 66 milhões de euros que a companhia aérea low cost tinha registado em igual período de 2018 e que, tal como o total de passageiros transportados, que aumentou 6%, para 35,9 milhões, traduz um trimestre positivo para a transportadora.

Numa nota enviada à imprensa esta segunda-feira, 3 de fevereiro, a Ryanair destaca que estes resultados traduzem o bom desempenho da companhia no final do ano, que viveu um “forte Natal e fim-de-ano”.

“As reservas para o Natal e fim-de-ano correram melhor do que o esperado, com tarifas mais altas, o que levou a 16% de aumento da receita prevista, para 1.19 mil milhões de euros”, sublinha a Ryanair, na nota enviada à imprensa.

Já as receitas complementares subiram 28%, chegando aos 720 milhões euros, o que, adianta a Ryanair, se deve ao facto de um maior número de passageiros ter optado pelo embarque prioritário e pela marcação de lugares.

Apesar dos bons resultados, também houve aspetos negativos, já que o custo com o combustível aumentou 14%, ou mais 83 milhões de euros, fixando-se nos 700 milhões de euros, o que se deveu também ao aumento do tráfego, que cresceu 6%.

Com estes resultados, a Ryanair espera encerrar o exercício de 2019 com um lucro entre os 950 milhões e os 1.05 mil milhões de euros depois de impostos, perspetiva que é suportada pelos bons resultados do Natal e fim-de-ano, mas também pelo crescimento de 1% nas reservas já existentes para o último trimestre do ano fiscal, que termina a 31 de março, e que apresentam também tarifas ligeiramente mais elevadas.

As receitas auxiliares também continuam a subir, ainda que a um ritmo mais lento, o que leva a Ryanair a estimar terminar o ano com um aumento de 3% a 4% na receita por passageiro transportado, até porque a fatura com combustível deverá subir mais 400 milhões de euros.

Apesar das boas perspetivas ao nível do desempenho financeiro, a companhia estima agora terminar o ano com um aumento de 8% nos passageiros transportados, num total de 154 milhões, abaixo da perspetiva de 200 milhões de passageiros anteriormente avançada pela Ryanair, o que, em parte, se deve ao atraso nas entregas dos aviões B737 Max, com a companhia a estimar que o primeiro avião encomendado, que chegou a ter entrega prevista para o segundo trimestre de 2019, apenas chegue em setembro ou outubro de 2020.

 

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