EASA recomenda às companhias aéreas que tenham kits de proteção a bordo devido ao coronavírus

Por a 29 de Janeiro de 2020 as 12:47

A Agência Europeia de Segurança Aérea (EASA) emitiu um boletim de segurança em que recomenda uma série de ações para as companhias aéreas enfrentarem o surto de 2019-nCOV, o novo coronavírus que já fez mais de 100 vítimas mortais na China, com destaque para a existência de kits de proteção universal a bordo dos aviões.

De acordo com as recomendações da EASA, que é citada pelo Hosteltur, estes kits, que incluem fato de proteção, toalhitas desinfetantes e outros produtos capazes de eliminar resíduos biológicos, devem estar disponíveis para os membros da tripulação que venham a lidar com passageiros possivelmente infetados em voos provenientes de países afetados pelo surto.

“Estes kits podem ser usados para proteger os membros da tripulação que ajudem casos potencialmente infeciosos suspeitos de doença contagiosa na correta limpeza de qualquer conteúdo potencialmente infecioso”, refere a EASA, no boletim de segurança emitido.

Paralelamente, a EASA recomenda ainda às companhias aéreas que informem os membros da tripulação em voos com escalas na China sobre o surto, assim como sobre a forma como devem agir em caso de se registar algum “caso de infeção respiratória aguda a bordo de um avião”.

“A identificação de possíveis casos infeciosos a bordo de uma aeronave ou nos aeroportos também deve ser encorajada”, refere ainda a agência europeia, que explica que esta recomendação implica a identificação dos passageiros que estiveram recentemente na China ou que estiveram em contacto com pessoas que viajaram para a China.

A EASA recomenda também que as companhias aéreas permaneçam em contacto com as autoridades de saúde pública, de forma a apoiar o rastreio de passageiros e a investigação epidemiológica, no caso de voos onde se tenham confirmado a existência de casos de 2019-nCOV.

Recorde-se que, nos últimos dias, as autoridades chinesas colocaram várias cidades em quarentena e decretaram o encerramento de monumentos e outras atrações turísticas, numa tentativa de conter o surto deste vírus, cujos primeiros casos começaram a aparecer em dezembro, na  cidade  de Wuhan, capital e maior cidade da província de Hubei, no centro da China.

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