Depois de ano complicado, Meliá prepara abertura de 23 hotéis

Por a 23 de Janeiro de 2020 as 9:40

“2019 foi um ano extremamente complicado” começa por dizer Gabriel Escarrer, vice-presidente e conselheiro delegado da Meliá Hotels International, em conferência de imprensa durante a Fitur.
A instabilidade do futuro com o Brexit, a desaceleração da economia alemã, a recuperação de destinos concorrentes, as “notícias falsas sobre a República Dominicana” ou o sargaço nas praias do México são algumas das razões que afectaram a performance da cadeia hoteleira espanhola nas suas unidades um pouco por todo o globo. Nos nove meses de 2019, a Meliá Hotels International registou uma diminuição de 0,3% em receitas e menos 3,7% no EBITDA. Contudo, Escarrer indicou que já se verificaram sinais de estabilização e recuperação no 4º trimestre de 2019, assim como “a recuperação de modo paulatino que se verifica na República Dominicana”.
O vice-presidente da cadeia hoteleira atribui a “resiliência e confiança” perante estes resultados a cinco fatores do grupo: a aposta na inovação e digitalização; as pessoas do grupo hoteleiro; os modelos de negócio que assentam mais na gestão do que na propriedade; a diversificação de mercados e o crescimento das unidades; e a forte aposta na sustentabilidade na empresa.
No que diz respeito ao crescimento, a Meliá Hotels International prepara a abertura de 23 unidades, das quais 12 são na Europa, nove na Ásia-Pacífico e duas no continente americano. Destas aberturas, especial destaque para o impulso da marca INNSiDE by Meliá, que abrirá pela primeira vez em cidades como Amesterdão, Lisboa, Liverpool ou Kuala Lumpur; mas também o crescimento da marca de luxo Gran Meliá em Asia Pacífico, onde abrirá três novos hotéis na China e no Vietname.
No que diz respeito ao Innside Lisboa, segundo apurou o Publituris, trata-se da conversão do Tryp Aeroporto na marca Innside, um processo que deve estar terminado no terceiro trimestre deste ano.
Outras aberturas que se destacam este ano são o ME Dubai, com arquitectura de Zaha Hadid; ou o Paradisus Playa Mujeres (México), que representa a nova geração de hotéis de luxo Tudo Incluído da marca Paradisus by Meliá.

Mercado português

Questionado pelos jornalistas portugueses acerca do comportamento do mercado português nas unidades Meliá, Gabriel Escarrer destacou que este é “um mercado muito bom e, à semelhança do espanhol, teve consumos importantes”, especialmente no sul de Espanha, Madrid e norte de Espanha, mas também em Cabo Verde, onde se prepara para abrir o Meliá White Sands.
Quanto às unidades em Portugal, na sua maioria em parceria com a Hoti Hotéis, o responsável referiu que o negócio “corre muito bem, em Lisboa é espectacular, e como dizia, para o comportamento é muito semelhante ao resto de Espanha”. “A economia portuguesa está muito bem e o Governo português toma medidas muito adequadas, sobretudo muito moderadas que creio que estão a ser adequadas, o que se está a reflectir no consumo por parte do público português”.
*Em Madrid

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