2019 foi um “ano positivo” para o rent-a-car apesar da descida da receita diária

Por a 21 de Janeiro de 2020 as 17:05

O secretário-geral da ARAC – Associação dos industriais de aluguer de automóveis sem condutor, Joaquim Robalo de Almeida, faz um balanço positivo do ano passado para o setor do rent-a-car, que viu a frota disponível crescer 10%, ainda que se tenha registado uma descida da receita diária.

“No cômputo geral, 2019 foi um ano positivo. O setor teve uma frota de pico de 110 mil viaturas, o que dá um crescimento de 10% face ao ano anterior em número de viaturas. A faturação também aumentou mas a receita média por dia caiu claramente”, explicou o responsável ao Publituris.

Joaquim Robalo de Almeida atribui a descida da rentabilidade a dois fatores, explicando que “a oferta de frota foi superior à procura, inclusive no mês de agosto” e que “o mix de frota atual comporta mais carros pequenos do que no passado”.

“Face há uns anos, nomeadamente ao início do boom turístico, no início de 2014, hoje, temos muitos carros do segmento mais baixo, enquanto os carros maiores são menos. Diria que 80% da frota está nos veículos mini, económicos e compactos”, acrescentou o secretário-geral da ARAC.

De acordo com o responsável, os veículos dos segmentos superiores, nomeadamente os de luxo, também têm vindo a aumentar, ainda que numa proporção mais baixa, o que acaba por desequilibrar as frotas das empresas de rent-a-car.

“Os veículos de luxo também têm vindo a crescer, mas como os outros crescem mais, a proporção fica desequilibrada. Enquanto o segmento dos económicos cresce 10%, por exemplo, o luxury cresce 0,5%. Ou seja, temos mais carros, mas principalmente nos segmentos mais baixos, o que, aliás, é próprio dos destinos turísticos, onde a maior procura é por carros de gamas mais baixas”, considerou.

Joaquim Robalo de Almeida diz também que a descida da rentabilidade não se deve às greves dos motoristas de matérias perigosas, que realizaram paralisações em abril e agosto, mas que não tiveram grande impacto no setor do rent-a-car, ainda que a primeira greve tenha sido mais difícil de gerir, até por ser uma “situação mais inesperada”.

“Na segunda greve que os motoristas de matérias perigosas fizeram no ano passado, não houve problema absolutamente nenhum, não houve incómodo para os nossos clientes e a situação foi bastante controlada. Em agosto, não houve nenhuma baixa de reservas, mas em abril a situação tinha sido diferente, chegámos a implementar algumas medidas de contenção”, explicou, afirmando, por isso, que “não foi por causa destas greves que a rentabilidade desceu”.

Para 2020, a associação que representa mais de 90% das empresas de rent-a-car presentes em Portugal volta a traçar perspetivas positivas, com Joaquim Robalo de Almeida a revelar que a expetativa é “registar um crescimento na casa dos 4%”.

 

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