Baleares restringem consumo de álcool em zonas turísticas

Por a 20 de Janeiro de 2020 as 11:10

O Governo das Baleares, Espanha, aprovou na passada sexta-feira, 17 de janeiro, um decreto-lei pioneiro na Europa que restringe o consumo de álcool em zonas turísticas, medida que visa limitar o chamado ‘turismo de bebedeira’, que é comum em Maiorca e Ibiza, os destinos visados pela nova legislação.

De acordo com o jornal espanhol Hosteltur, a proibição abrange as praias de Palma e Magaluf, em Maiorca, bem como a zona de West End, em Ibiza, e, além de limitar o consumo de álcool, prevê também a expulsão dos hotéis dos turistas que forem apanhados a fazer ‘balconing’, pratica que consiste em saltar das varandas para uma piscina e que não está isenta de perigo.

O decreto-lei visa “evitar a degradação de determinadas zonas turísticas das Ilhas Baleares”, cita o Hosteltur, que diz também que a legislação prevê multas para falhas graves e muito graves, cujo valor da coima pode variar entre os seis mil e os 600 mil euros.

Com esta medida, a publicidade para incentivar o consumo de álcool em estabelecimentos turísticos passa a estar proibida, assim como as happy hours e a exposição de bebidas alcoólicas. Os estabelecimentos que vendem álcool também vão passar a estar encerrados entre as 21h30 e as 08h00.

A legislação abrange também as práticas perigosas como o balconing e prevê a expulsão imediata de quem realize este tipo de atividades dos hotéis onde se encontrem hospedados, assim como a aplicação de uma multa por falha grave, que varia entre os 60 e os 600 mil euros.

O ‘pubcrawling’, também conhecido como excursões alcoólicas, passa igualmente a estar proibido, assim como a sua organização, enquanto a publicidade às festas em barcos (party boats) passa a estar proibida nas zonas abrangidas pela nova legislação, prevendo-se mesmo que as licenças para explorar este tipo de embarcações fiquem suspensas e que exista um período de 24 meses para regular esta atividade.

O decreto-lei vai vigorar nos próximos cinco anos e prevê a criação de uma subcomissão para o fomento do civismo nas zonas turísticas, que deverá contar com representantes do Governo e de outras entidades públicas, assim como de associações patronais e de cidadãos.

 

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