CTP avisa que vai ser mais exigente com a promoção em 2020

Por a 17 de Janeiro de 2020 as 20:34

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiro, deixou esta sexta-feira, 17 de janeiro, o aviso de que vai ser mais exigente com a verba para a promoção em 2020, questão que diz ser “uma prioridade” para o setor, até porque “os turistas têm aumentado, mas a verba da promoção tem diminuído”.

“Há dois anos tivemos uma baixa de turistas britânicos, no ano passado uma baixa de turistas alemães e com o Brexit, neste momento, isto é uma prioridade”, defendeu o presidente da CTP, na abertura do seminário “Economia portuguesa e OE2020”, em Lisboa.

De acordo com Francisco Calheiros, esta “é uma questão muito clara”, pela qual a CTP se vai bater em 2020, uma vez que, afirmou, “se se fizer o rácio do custo da promoção por turistas, há seis ou sete anos que ele vem descendo”.

“É altura de invertermos isto, porque existem mercados que exigem um aumento de promoção importante e nós vamos bater-nos por isso”, acrescentou.

Além da promoção, Francisco Calheiro quer também ver reforçada a estrutura do Turismo de Portugal, que, afirmou, se mantém igual há vários anos, apesar dos sucessivos aumentos ao nível do número de turistas que o país tem recebido.

“Cada vez recebemos mais turistas, são 25, 26, ou 27 milhões de turistas todos os anos e a estrutura do Turismo de Portugal mantém-se a mesma. Não sei, mas a última vez que vi estávamos a falar de 18/19 pessoas. Isto não pode continuar, tem que reforçar”, criticou.

Além destas prioridades para 2020, Francisco Calheiros voltou a apontar a demografia, a reforma do Estado e a fiscalidade como os três grandes desafios que o país tem pela frente e aos quais, lamentou, a proposta de Orçamento do Estado para 2020 não dá resposta.

Mesmo com críticas, o presidente da CTP louvou o facto da proposta orçamental prever, pela primeira vez desde 1974, um excedente orçamental, “um aspeto bastante positivo” que, segundo Francisco Calheiros, deve ser aplaudido.

“Penso que é a primeira vez, desde 74, que há um excedente orçamental, e temos, de facto, que aplaudir esse excedente. Não se pode criticar anos anteriores, em que o excedente não se verificava, e, agora, que parece verificar-se, temos que o elogiar”, referiu.

 

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