CIM de Coimbra reúne com Governo para discutir aeroporto na região Centro

Por a 14 de Janeiro de 2020 as 12:05

A Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM Coimbra) vai reunir esta semana com o Governo para discutir a localização e “construção de raiz” de um aeroporto na região Centro, avança a Lusa, que cita o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado.

“Há prejuízo para a região [Centro] da inexistência de uma infraestrutura aeroportuária no seu território”, defende Manuel Machado, que diz que a autarquia e a CIM de Coimbra estão “a trabalhar” para resolver a situação.

De acordo com Manuel Machado, os dois locais que vinham a ser apontados como possibilidade para a instalação de um aeroporto na região Centro, a Base Aérea de Monte Real e o aeródromo municipal Bissaya Barreto, no concelho de Coimbra, já foram, no entanto, descartados devido aos elevados custos de adaptação das infraestruturas já existentes.

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra revelou à Lusa que a abertura da Base Aérea de Monte Real (BA5), no concelho de Leiria, ao tráfego civil “é inexequível”, uma vez que implicaria, designadamente por razões de segurança, “um investimento mais oneroso do que a construção de uma pista nova”.

Tal como Monte Real, também a ampliação do aeródromo municipal  Bissaya Barreto, hipótese que Manuel Machado defendeu na campanha de recandidatura à liderança da Câmara de Coimbra em 2017, se revela inviável, já que envolveria “mais custos do que a construção” de uma infraestrutura nova.

Manuel Machado, que falava na reunião do executivo municipal de Coimbra, revelou que a autarquia de Coimbra encomendou estudos para avaliar a instalação do aeroporto no aeródromo municipal Bissaya Barreto, cujas conclusões revelaram que a ampliação da pista para a operação de aviões pesados “é muito dispendiosa”.

Apesar de ambas as hipóteses se revelarem inviáveis, Manuel Machado revelou que a localização do novo aeroporto já está de algum modo definida, no âmbito dos mesmos estudos já efetuados, que apontam para uma área situada “a sul de Coimbra e a norte de Leiria”.

O autarca de Coimbra escusou-se, no entanto, a revelar a localização exata, para “não induzir a especulação imobiliária” que essa informação poderá suscitar, acrescenta a Lusa.

 

 

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