Turismo representou 14,6% do PIB em 2018

Por a 18 de Dezembro de 2019 as 15:26
Turismo de Portugal

No ano passado, o setor do turismo representou 14,6% do PIB e 8% do VAB nacional, revelou esta quarta-feira, 18 de dezembro, Cristina Ramos, diretora do Serviço de Contas Satélite e de Avaliação de Qualidade das Contas Nacionais do Instituto Nacional de Estatística (INE), durante o Workshop “Estatísticas do Turismo: Novos Resultados, Novos Desenvolvimentos”.

De acordo com a responsável, que apresentou os dados da Conta Satélite do Turismo em 2018, “o turismo cresceu mais 4,1 pontos percentuais que a economia, em 2018”, tendo o peso do setor para o VAB nacional aumentado 8%.

Apesar dos números continuarem positivos, Cristina Ramos revelou que, em 2018, traduziram uma “desaceleração” face a 2017, quando o VAB gerado pelo turismo tinha crescido 17,3%, ainda que, no ano passado, tenha crescido 8%, com o valor a chegar aos 14 mil milhões de euros.

Já a procura turística, que se encontra pelo Consumo do Turismo no Território Económico (CTTE) subiu 7,7%, para mais de 29,8 mil milhões de euros, correspondendo a 14,6% do PIB nacional, revelou ainda a responsável.

Os dados relativos à procura turística e ao VAB gerado pelo turismo foram os únicos relativos a 2018 que a responsável do INE apresentou esta quarta-feira, enquanto os dados relativos ao turismo recetor, turismo interno, emprego e remunerações nas atividades ligadas ao turismo dizem respeito a 2017.

Segundo Cristina Ramos, a despesa do turismo recetor, que se encontra pelos gastos dos turistas estrangeiros que visitam Portugal e que corresponde às exportações do turismo, “continuou a ser a componente mais relevante da procura turística” em 2017, correspondendo a 65,5%, depois de um aumento de 22,6%, o que equivale a 21,7% do total das exportações nacionais de bens e serviços.

A restauração foi a área do turismo que recolheu a maior parte destes gastos, num total de 26,9%, seguindo-se o alojamento, com 25,7% dos gastos, e o transporte de passageiros, que incluiu 21,3% da despesa.

No caso do turismo interno, a tendência foi idêntica, ainda que o alojamento tenha sido a área com gastos mais elevados, o que correspondeu a 31,6%, seguindo-se a restauração, que recolheu 19,4%, e o transporte, com 14,0%.

Já no que diz respeito ao turismo emissor, que corresponde aos gastos dos turistas portugueses no estrangeiro, a maior parte dos gastos concentrou-se no alojamento, que ficou com uma percentagem de 25,6%, seguindo-se o transporte de passageiros, com 23,7%, e a restauração, que concentrou 22,4% dos gastos.

No turismo emissor, a despesa, que se encontra pelas importações de turismo, aumentou 13,2% em 2017, correspondendo a 5,9% das importações nacionais de bens e serviços.

No que emprego, as atividades caraterísticas do turismo viram o número de pessoas empregadas subir 8,7% em 2017, para 413,567 pessoas, representando 9,0% do total do emprego no país.

 

 

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