“Proudly Portugal” é uma campanha da Associação Variações”, esclarece Turismo de Portugal

Por a 5 de Dezembro de 2019 as 10:30

O Turismo de Portugal veio esta quarta-feira, 4 de dezembro, esclarecer que a ““Proudly Portugal” é uma campanha da Associação Variações”, que contou com o apoio do instituto, uma vez que se pretende tornar Portugal num “destino inclusivo e respeitador de todas as pessoas, pelo que a comunidade LGBTI não poderia estar ausente desta abordagem”.

“À semelhança do que estamos a fazer para outros segmentos de mercado, a estratégia passa pela identificação dos canais e das oportunidades mais adequadas para chegarmos a esta comunidade. Simultaneamente, e visando a possibilidade de incrementar a relevância do destino Portugal, temos também procurado o estabelecimento de parcerias com as suas associações representativas, caso da Associação Variações”, refere o Turismo de Portugal, num comunicado enviado à imprensa.

Na informação divulgada, o Turismo de Portugal refere que “apoiou o projeto apresentado pela Variações, o qual integra, para além da campanha em causa, eventos de interesse para a comunidade LGBTI, apresentando Portugal como um potencial destino para casamentos, promovendo também sinergias entre negócios LGBTI e ajuda aos negócios locais a adotar uma linguagem e uma comunicação mais inclusivas, contribuindo para apresentar e promover Portugal como destino de excelência no segmento”.

Além do vídeo promocional, que já foi divulgado e que coloca em destaque alguns dos destinos nacionais mais indicados para este público, o projeto da Associação Variações inclui também a criação de uma plataforma digital, a  www.proudlyportugal.pt, uma aplicação digital, visitas de imprensa especificas e a participação em feiras internacionais, iniciativas que também contam com o apoio do Turismo de Portugal.

No mesmo comunicado, o Turismo de Portugal destaca ainda a importância do mercado LGBTI, estimando que Portugal receba, a cada ano, cerca de “dois milhões de hóspedes LGBTI”, que procuram essencialmente “destinos com leis liberais, onde se sintam seguros e bem-recebidos”.

“E Portugal reúne todas estas as condições, ao ser considerado o 3º país mais seguro do mundo (Global Peace Index); o 12º mais competitivo, de acordo com o ranking do World Economic Forum que analisa fatores como as infraestruturas turísticas, a sustentabilidade ambiental e a abertura internacional; e o Melhor Destino Turístico do Mundo (World Travel Awards)”, acrescenta o instituto.

O Turismo de Portugal diz que tem estado especialmente atento ao mercado dos EUA, “que é atualmente um dos mercados de maior crescimento para Portugal” e no qual este público “também tem sido alvo de particular atenção”, tendo já sido, em 2019, “assegurada a presença na Proud Experiences – importante certame que decorre em Nova Iorque – e Portugal passou a ser membro da IGLTA”.

Quanto à principais motivações de visita para o público LGBTI, o Turismo de Portugal explica que, a nível europeu, foram identificadas três principais motivações, nomeadamente Eventos e Festivais (como as Marchas do Orgulho e Festivais de Música), casamentos e viagens culturais.

“Refira-se ainda que o contributo dos eventos LGBTI para o turismo já foi demonstrada. Em Espanha, por exemplo, o World Pride 2017 que se realizou em Madrid, atraiu mais de 2 milhões de visitantes, com um impacto económico de 200 milhões de euros. Em Barcelona, o Festival Girlie Circuit, um dos maiores festivais dirigidos ao público LGBTI feminino, atraiu 60 mil pessoas no ano passado, estimando-se que cada visitante tenha gasto 250 €/dia na cidade em alojamento, restauração e transportes. O turismo LGBTI em Espanha representa 6.300 milhões de euros por ano, mais 40% do que o turismo de negócios”, exemplifica o Turismo de Portugal.

A nível nacional, o Turismo de Portugal refere que o facto do país liderar o “Spartacus Gay Travel Index, entre várias outras distinções, é um claro reconhecimento deste posicionamento e da estratégia” que está a ser seguida, que ambiciona tornar Portugal num “destino para todos, não só para visitar, mas também, para estudar, casar, viver, criar empresas”.

 

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