ANA garante “melhoria operacional” depois da construção das saídas rápidas em Lisboa

Por a 29 de Novembro de 2019 as 11:13
Aeroporto de Lisboa

A ANA – Aeroportos de Portugal garante que a construção das duas saídas rápidas de pista, que arranca a 6 de janeiro, vai permitir “uma redução global do tempo médio de ocupação da pista” e “uma melhoria operacional”, especialmente no que diz respeito à saída de pista rápida 03.

“Independentemente da taxa de utilização desta saída rápida pela TAP, a solução adotada permitirá uma redução global do tempo médio de ocupação da pista (‘average runway occupancy time’) e, consequentemente, uma melhoria operacional do aeroporto”, disse fonte da empresa que gere os aeroportos nacionais à Lusa, depois das intervenções terem sido criticadas pela TAP, que estima perdas no valor de 12 milhões de euros devido às intervenções, prevendo também atrasos e cancelamentos de voos.

À Lusa, a fonte da ANA – Aeroportos de Portugal explicou que “o traçado desta pista rápida (03) foi ajustado de forma a permitir uma saída mais prolongada da pista, conforme desejo da TAP, numa segunda fase da obra, potenciando assim um maior uso por parte das aeronaves que compõem a frota da TAP”.

Já o chief operating officer (COO) da TAP, Ramiro Sequeira, diz ter  “algumas reservas” sobre a obra que vai começar e considera que “o desenho apresentado pela ANA não corresponde, na ótica da TAP e das entidades externas a quem foi pedido um parecer, ao aumento de eficiência pretendido e possível para a pista mais usada no aeroporto de Lisboa”.

“Há também um fator de complexidade, devido ao ‘layout’ [desenho] das novas saídas, que é adicionado às operações diárias no aeroporto e que merece também o desagrado da TAP”, acrescentou o responsável.

O administrador da TAP disse ainda que a empresa alegou que não a vai “usar como vai ser usada e construída, mas poderá haver companhias que a utilizem”, justificando que a não ser usada é por questões técnicas, que têm a ver com a configuração dos aviões (os da TAP são mais pesados, maiores do que os usados por outras companhias).

Já a ANA – Aeroportos de Portugal garante que o desenho “tem recolhido ‘feedback’ positivo de outras companhias aéreas relevantes na operação do aeroporto de Lisboa, que pretendem utilizar a saída rápida proposta”, pelo que a gestora aeroportuária se mostra confiante na “obtenção de uma taxa de utilização da saída rápida de pista suficiente para serem observadas melhorias operacionais relevantes”.

A gestora do aeroporto Humberto Delgado confirma que “o plano mestre de desenvolvimento conta com uma segunda fase que consiste num prolongamento da saída rápida e sua conexão com um segundo ‘taxiway’ [pista] paralelo à pista”.

A fonte oficial da ANA acrescentou que a realização da fase 02 “está condicionada à relocalização de infraestruturas e à utilização de um terreno que faz atualmente parte da zona militar do Aeródromo de Trânsito 1, gerido pela Força Aérea Portuguesa”.

Esta segunda fase “permitirá aumentar a velocidade de saída da pista e uma travagem mais progressiva das aeronaves”, explicou ainda a mesma fonte à Lusa.

Recorde-se que as intervenções para a criação de duas saídas rápidas de pista no aeroporto de Lisboa foram anunciadas a 19 de novembro e devem arrancar a 6 de janeiro do próximo ano, o que vai ditar o encerramento da infraestrutura entre as 23h30 e as 05h30 até junho.

 

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