Algarve: “A TAP não vai mais a sítios para perder dinheiro”

Por a 21 de Novembro de 2019 as 19:07
TAP

“A TAP passou de uma oferta de 279 mil assentos em Faro, em 2018, para 400 mil assentos este ano  ou seja, um crescimento de 43%. A TAP não vai mais a sítios para perder dinheiro, não vai mesmo. Esta é uma oferta que cresceu significativamente, tenho dúvidas de que vá crescer mais”, afirmou esta quinta-feira, 21, Diogo Lacerda Machado, presidente da comissão de estratégia da TAP. A garantia foi dada no  31º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, a decorrer em Viana do Castelo até sexta-feira, no qual o orador substituiu o CEO da companhia aérea, Antonoaldo Neves, que não compareceu, como estava inicialmente previsto no programa.

Questionado pelos hoteleiros presentes sobre a aposta no Algarve, o porta-voz reiterou que a TAP “não vai mais servir destinos sem procurar dinheiro e sem procurar que sejam rentáveis” e garantiu que a oferta de assentos atual é rentável e suficiente.

“A TAP está a aumentar a oferta em Faro, entre outras razões, porque não conseguimos esticar mais em Lisboa. É muito difícil aumentar a oferta em Faro, no limite, só aumentando o tamanho do avião”, referiu.

Já sobre a Madeira, José Lopes, country manager para Portugal da easyjet, também convidado do painel, admitiu a vontade de consolidar a oferta da low-cost no arquipélago. “Vamos continuar a crescer na Madeira. Deixem-nos crescer e não nos queiram expulsar, como alguns políticos querem fazer”, frisou, acrescentando que a britânica de baixo-custo não opera ” para perder dinheiro e todas as rotas são rentáveis”.

Já Franciso Pita, administrador da ANA-Aeroportos de Portugal, fez uma análise do movimento dos aeroportos portugueses. “Foi o crescimento do turismo que alavancou o tráfego dos aeroportos portugueses. Foi um crescimento sustentado e diversificado, embora o top 10 não tenha sofrido grandes alterações, vemos mudanças fora desse top, sobretudo em mercados como os Estados Unidos, Canadá, China e Coreia do Sul. No final deste ano, os Estados Unidos, que estão a crescer mais 20%, vão entrar no top 10”, explicou.

“Entre as prioridades da ANA Aeroportos de Portugal está a construção do novo aeroporto do Montijo e a ampliação da Portela e o aumento da capacidade de pista do aeroporto do Porto”, atestou. Franciso Pita deixou ainda uma nova positiva ao dizer que “a dinâmica de crescimento dos aeroportos portugueses ainda não parou”. “Estamos num bom ponto de partida a trabalhar sobre esta base de diversificação de mercados”, concluiu.

 

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