Revive: Há três interessados na concessão do Paço Real de Caxias

Por a 15 de Novembro de 2019 as 15:57

O concurso lançado no âmbito do programa Revive para a concessão do Paço Real de Caxias, em Oeiras, terminou esta quinta-feira, 14 de novembro, e recebeu três propostas, que vão agora ser analisadas pelo júri, informou o Gabinete do Ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, em comunicado.

O concurso, que foi lançado a 24 de setembro, prevê um prazo de concessão de 50 anos e uma renda anual mínima de 175 mil euros, contemplando a totalidade do edifício, que conta com uma área de construção de 5.817 metros quadrados.

De acordo com a informação divulgada, “o imóvel deverá ter qualquer vocação turística, nomeadamente, estabelecimento hoteleiro, estabelecimento de alojamento local, na modalidade de estabelecimento de hospedagem, ou outro projeto de fruição turístico-cultural”, estimando-se um investimento de 11 milhões de euros na sua recuperação.

O Paço Real de Caxias foi construído em meados do século XVIII e destaca-se pelos jardins geométricos envolventes, de influência francesa, inspirados nos jardins do Palácio de Versalhes, onde se encontra ainda uma cascata e diversas esculturas.

O edifício está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1953 e, desde os tempos em que serviu de residência de férias à família real portuguesa, teve já diferentes utilizações, tendo acolhido nos últimos anos os serviços do Ministério da Defesa Nacional.

O Paço Real de Caxias é um dos 33 imóveis inscritos na primeira Fase do Programa Revive, iniciativa conjunta dos Ministérios da Economia, Cultura e Finanças, que conta com o envolvimento dos municípios de localização dos imóveis e visa a valorização e recuperação de património público que não está a ser devidamente usufruído, o reforço de atratividade dos destinos regionais e o desenvolvimento das várias regiões do país.

Desde o lançamento do programa, foram já colocados a concurso 19 imóveis, tendo sido adjudicadas 11 concessões, que representam mais de 100 milhões de euros de investimento na recuperação de imóveis públicos e mais de dois milhões de euros em rendas anuais.

Atualmente, estão abertos os concursos para a concessão do Mosteiro do Lorvão, em Penacova e do Mosteiro de S. Salvador de Travanca, em Amarante e prevê-se para breve o lançamento do Palacete dos Condes Dias Garcia, em S. João da Madeira, integrado já na 2.ª fase deste Programa.

 

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