APAVT: “Não podemos abrir mão da igualdade de acesso a todas as agências de viagens”

Por a 14 de Novembro de 2019 as 17:29

O novo modelo de distribuição que a TAP vai adoptar no próximo ano foi um dos temas focados no discurso de abertura do 45º Congresso da APAVT, que decorre no Funchal até dia 17, pelo presidente da associação. Pedro Costa Ferreira foi peremptório em afirmar que a “questão da equidade do mercado, da igualdade de oportunidade para todos os agentes, da liberdade de escolha do consumidor” são questões que a APAVT não pode deixar que sejam ultrapassadas.
Apesar do diálogo “intenso” com a companhia aérea, a APAVT mantém “dúvidas importantes” quanto ao novo modelo de distribuição – o TAP Content Channel, sobretudo no que à igualdade de acesso aos conteúdos da companhia diz respeito.  “Não deveremos considerar aceitável que o acesso ao Private Channel da TAP se faça a duas velocidades, porque o mercado é só um, porque todos os players têm de ter as mesmas oportunidades, sobretudo porque os consumidores têm de ter liberdade de escolha”, sublinhou Costa Ferreira. O responsável frisou ainda a disponibilidade da associação para “dialogar e construir”, realçando que este diálogo entre ambas as partes tem de ser intensificado. Pois, reforçou, “não podemos abrir mão da necessidade de se assegurar a igualdade de acesso a todas as agências de viagens e a necessidade absoluta de não se desenvolverem ações que possam ser interpretadas como a intenção de limitar e/ou controlar o mercado ou mesmo abuso de proteção dominante, em prejuízo dos consumidores”.
O presidente da APAVT mostrou-se confiante que é possível chegar a um entendimento que beneficie ambas as partes, pois este “poderá impulsionar-nos para um diálogo mais vasto, que permita à TAP, que mantém tanto o crescimento das receitas quanto a certeza dos prejuízos, a recuperação da receita por passageiro, recuperação essa que apenas será atingida, se a companhia aérea vencer o desafio do diálogo com a comunidade das agências de viagens, universo onde vive mais de 90% do corporate, onde viaja a parte da frente do avião, onde é possível  ter os rácios de receita por passageiro que não têm sido alcançados”.
Costa Ferreira terminou o assunto destacando que os seus deveres como presidente da associação “levam-me a declarar que não poderemos prescindir de nenhuma das nossas capacidades de intervenção, se um fundamento basilar do funcionamento do mercado estiver em causa”.

`No Funchal

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