Grupo GEA regista crescimento, mas alerta para perda de eficiência com novas regras na distribuição

Por a 4 de Novembro de 2019 as 18:40

Ainda com as contas do ano por fechar, o grupo GEA, que realizou, de 1 a 3 de novembro, a sua 15º convenção em Albufeira, regista um crescimento global de faturação na ordem de 5% a 6%. Apesar de um crescimento mais moderado, Pedro Gordon, CEO do grupo de agências de viagens independentes, faz um balanço positivo do performance do grupo este ano.

Em termos de destinos, o responsável destaca as Caraíbas, onde se engloba México, República Dominicana, Cuba e Jamaica, que apesar de ter registado um ligeiro decréscimo, continua a liderar o volume de facturação dentro do grupo de agências de viagens independentes. A complementar o bloco de destinos mais vendidos estão as Baleares e Cabo Verde. Algarve, Saïdia, Tunísia, Turquia, Sardenha, Riviera do Mar Jónico e Tropea são alguns destinos que também tiveram em destaque nas vendas do Grupo GEA, cujo CEO destaca a cada vez “maior diversificação de produto”.

No que refere ao tipo de produto, a venda de pacotes turísticos de operadores turísticos e a venda de bilhete aéreo continuam a ser as duas principais áreas de facturação do grupo. Nesta última destaca-se a venda isolada de bilhete aéreo, mas também a venda integrada nos pacotes próprios criados pelas agências GEA.
“Continuamos a crescer bem nas centrais hoteleiras”, destaca também o responsável, ao Publituris, realçando que este crescimento se tem reflectido nas cinco principais centrais utilizadas pelas agências do grupo. “É uma área de negócio que temos crescido de um modo interessante ano após ano”, indica.

Desafios

No que refere a desafios identificados na operação, o CEO do grupo realça que o principal desafio, e que foi o foco da convenção, tem que ver com “os desafios na distribuição aérea em curto prazo”. Ou seja, “a implementação progressiva por parte das companhias aéreas do protocolo NDC, assim como a distribuição via canais directos pelas agências ou privados, que está a produzir uma série de alterações no modelo de trabalho que estava em vigor  até agora a nível do ticketing aéreo. Agora complica-se”. A curto prazo, o responsável detecta “uma perda de eficiência. Onde antes encontrávamos todo o produto num único canal, que era o GDS, agora talvez não vamos encontrar todo o produto nesse canal, teremos de ir a vários canais para podermos ver todos os produtos e comparar qual o melhor que se adequa às necessidades do cliente. Como demora mais tempo é uma perda de eficiência na actividade do dia-a-dia das agências de viagens. Já para não falar na provável perda de rentabilidade das emissões por não remuneração dos bilhetes aéreos”.

Neste âmbito, o responsável destaca que “temos todo o interesse em desenvolver ferramentas tecnológicas” que atenuem esta situação na operação das agências do grupo, ou seja, “ferramentas que permitem comprar ao melhor preço e de um modo rápido e eficiente para poder combater a venda de canais directos de alguns hotéis e companhias aéreas”.

Quanto ao próximo ano, Pedro Gordon destaca que o grupo prevê continuar com um crescimento contínuo e consolidado. Actualmente com 327 empresas aderentes e 425 balcões, o Grupo GEA não prevê crescer a nível de empresas ou balcões, mas sim, “continuar a agregar valor às agências”, para tal o grupo tem continuado a “investir em ferramentas b2b e futuramente em b2c que nos permitam oferecer competitividade às agências do grupo”.

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