Cláudia Monteiro de Aguiar leva falência da Thomas Cook a debate no Parlamento Europeu

Por a 22 de Outubro de 2019 as 16:02

A eurodeputada portuguesa Cláudia Monteiro de Aguiar questionou esta segunda-feira, 21 de outubro, a Comissão Europeia sobre as medidas concretas que estão a ser tomadas para minimizar o impacto da falência da Thomas Cook e apresentou uma proposta de resolução no Parlamento Europeu, que vai ser votada quinta-feira, dia 24, com diversas medidas para proteger os passageiros.

De acordo com uma nota informativa da eurodeputada portuguesa, Cláudia Monteiro de Aguiar questionou a Comissão Europeia acerca das “medidas concretas para minimizar os efeitos negativos da falência da operadora britânica Thomas Cook nas economias das regiões europeias, como é o caso do Algarve e da Madeira”.

Cláudia Monteiro de Aguiar mostrou-se preocupada com “a falta de apoio às empresas do sector do turismo, dependentes destes grandes operadores e muito vulneráveis a cenários de colapso” e quis, por isso, saber “que tipo de ajudas europeias estão disponíveis para apoiar as empresas afectadas, e os empregos perdidos e se os direitos dos passageiros podem salvaguardar os passageiros em caso de insolvência”.

“Esta falência levou à perda de milhares de postos de trabalho, a uma quebra económica de inúmeras regiões e destinos, com a perda consecutiva da capacidade aérea, por isso a Comissão, juntamente com os Estados-Membros, devem acionar os apoios necessários e realçou a importância de atualizar a estratégia europeia para o Turismo”, alertou Cláudia Monteiro de Aguiar, durante o debate no Parlamento Europeu.

A proposta de resolução, subscrita por Cláudia Monteiro de Aguiar, vai a votos na próxima quinta-feira e faz também referência à criação da linha de financiamento para o Turismo, medida apresentada pela eurodeputada em 2015 e que foi aprovada pelo Parlamento Europeu no ano passado, no contexto do futuro quadro financeiro plurianual.

Na proposta consta também um pedido para que as questões relacionadas com insolvências sejam incluídas no direito dos passageiros, de forma a que, no futuro, “se possam limitar os casos de milhares de turistas nos aeroportos, sem voos”, bem como “uma análise à diretiva das viagens organizadas para saber se deu a resposta correta a este incidente”.

Esta iniciativa surge na sequência da pergunta escrita com caráter de urgência, que Cláudia Monteiro de Aguiar enviou, a 24 de setembro, à Comissão Europeia, e que apontava as regiões da Madeira e Algarve como os “destinos afetados em Portugal com a insolvência da Thomas Cook”, que se vem juntar à falência da Monarch, da Airberlin, da Alitalia e da Aigle Azur.

Recorde-se que o mercado britânico é o principal mercado emissor de turistas, com uma quota de 19,6% em dormidas e 16,9% em receitas, e que os impactos desta falência ainda não estão quantificados.

 

 

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