Turismo do Centro critica atrasos na recuperação depois dos incêndios e do Leslie

Por a 11 de Outubro de 2019 as 14:40
BRENDAIT

O presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, veio esta sexta-feira, 11 de outubro, criticar os atrasos na reconstrução das zonas afetadas pelos incêndios de 2017 e pela tempestade Leslie, em setembro de 2018, afirmando que, “quer o destino, quer a operação turística ainda não estão totalmente restabelecidos”.

“Quer o destino, quer a operação turística ainda não estão totalmente restabelecidos da passagem do Leslie e dos incêndios de 2017, apesar das linhas e instrumentos de crédito financeiro disponibilizados”, disse Pedro Machado à Lusa, sublinhando que “há inúmeros casos [de empreendimentos turísticos] que estão aquém da normalização ao fim de dois anos”, no caso dos incêndios, e mais de um ano, no caso do Leslie.

Pedro Machado não contesta o volume financeiro dos apoios, mas critica “a capacidade lenta na decisão em efetivar” esses mesmos apoios, o que contribuiu para a “dificuldade das empresas em restabelecer a normalidade”.

De acordo com o responsável, a tempestade causou danos diretos em 98 empresas turísticas e afetou “com danos menos relevantes” mais algumas dezenas.

O líder da Entidade Regional de Turismo Centro de Portugal lembra que, apesar das catástrofes naturais (dois incêndios e uma tempestade tropical), a região continua a crescer em termos turísticos acima da média nacional, segundo dados regulares do Instituto Nacional de Estatística, o que, aponta Pedro Machado, se deve às campanhas de promoção do destino, dentro e fora do país, que ganharam alguns dos mais prestigiados galardões internacionais do setor.

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