American Airlines prevê regresso dos B737 MAX a 16 de janeiro

Por a 10 de Outubro de 2019 as 12:15

A American Airlines cancelou os voos a bordo dos aviões Boeing 737 MAX por mais seis semanas, mas está confiante que os aparelhos possam voltar a voar a partir de 16 de janeiro, revelou a companhia aérea norte-americana, que é citada pela imprensa internacional.

De acordo com o portal de notícias Skift.com, a American Airlines emitiu quarta-feira, 9 de outubro, um comunicado onde se mostra confiante que as “atualizações de software para o Boeing 737 MAX” vão permitir a recertificação deste modelo de avião até ao final do ano, devendo o “serviço comercial ser retomado em janeiro de 2020”.

Recorde-se que antes da atualização feita pela companhia aérea na quarta-feira, a América Airlines tinha cancelado todos os voos no B737 MAX até 3 de dezembro, mas continuava sem apontar um dia exato para o regresso dos voos neste aparelho.

A American Airlines conta com 24 aparelhos B737 MAX na sua frota, mas os aviões não devem entrar todos ao serviço logo a 16 de janeiro, prevendo-se que entrem em operação de forma gradual, até meados de fevereiro.

A American Airlines foi, no entanto, a primeira companhia aérea dos EUA a apontar uma data para o regresso dos voos nestes aparelhos, já que a United Airlines mantém os cancelamentos até 19 de dezembro, enquanto na Southwest os voos no B737 MAX estão cancelados até 5 de janeiro. Em ambos os casos, as companhias não avançaram qualquer data para o regresso dos aparelhos.

A imprensa norte-americana avança que as companhias não estão ainda confiantes de que os aviões possam voltar a voar já em janeiro, até porque, diz o portal Skift.com, esta não seria a primeira vez em que as autoridades norte-americanas se mostram confiantes na recertificação do aparelho, que acaba por ser adiada por terem sido descobertos novos problemas no avião.

Devido à paragem forçada dos B737 MAX, a American Airlines espera cancelar mais 140 voos por dia, entre 3 de dezembro e 15 de janeiro.

Recorde-se que os problemas com o modelo B737 MAX começaram em março, na sequência do acidente com um avião da Ethiopian Airlines do mesmo modelo, que se despenhou sem motivo aparente e que levou várias companhias aéreas a suspenderem os voos nestes aparelhos, assim como a União Europeia e os EUA.

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