Grupo SATA encerrou primeiro semestre com prejuízo de 27,9M€

Por a 1 de Outubro de 2019 as 10:38

As duas companhias aéreas do Grupo SATA, a SATA Air Açores e a Azores Airlines, encerraram o primeiro semestre do ano com um prejuízo de 27,9 milhões de euros, com grande parte dos resultados negativos a pertencerem à Azores Airlines, que registou perdas de 25,4 milhões de euros, enquanto a SATA Air Açores registou resultados negativos de 2,5 milhões de euros.

De acordo com a Lusa, os resultados das companhias aéreas açorianas foram apresentados esta segunda-feira, em conferência de imprensa em Ponta Delgada, Açores, que contou com a participação do presidente do conselho de administração da SATA, António Teixeira, que atribuiu o prejuízo registado a “fatores externos e circunstanciais”, sendo também “consequência da fase de estabilização operacional” em que se encontra o grupo.

“Os resultados obtidos ficaram aquém do esperado”, reconheceu António Teixeira, invocando ainda os voos operados em regime de ACMI (regime de aluguer de aeronave com tripulação) “por mais tempo que o esperado”, a “imobilização prolongada” da aeronave Airbus A320 e as diversas “manutenções não planeadas” como alguns dos motivos que levaram ao depreciar das contas.

De janeiro a junho, as companhias do Grupo SATA disponibilizaram 509 mil lugares, número que foi semelhante ao registado em igual período de 2018, mas a taxa de ocupação registou uma “melhoria de 6,7% “, com “quase mais 10% que os lugares utilizados” que em igual período do ano passado.

Na conferência de imprensa, António Teixeira admitiu que, sem uma recapitalização e a “implementação cabal” de várias medidas, o grupo SATA “terá sérias dificuldades em apresentar resultados positivos”, o que condicionará um “serviço de transporte aéreo mais eficiente e competitivo”.

Recorde-se que, em 2018, a SATA registou um prejuízo de 53,3 milhões de euros, montante que tinha representado um agravamento de 12,3 milhões de euros face ao ano de 2017.

Na apresentação das contas do ano passado, o presidente da empresa manifestou a intenção de baixar os prejuízos em 2019 para cerca de metade do registado em 2018, o que, admitiu o responsável esta segunda-feira, é já assumido como um “compromisso comprometido”.

Nos últimos meses, houve um “levantamento exaustivo da situação económica e financeira do grupo”, acrescentou ainda António Teixeira, para quem os “imponderáveis” na SATA, que opera no ramo da aviação, são “sempre de difícil resolução operacional”.

 

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