Travelport: Renegociação do contrato com a TAP entre os desafios de 2019

Por a 30 de Setembro de 2019 as 11:26

“2019 tem sido um ano complicado”, descreveu ao Publituris António Loureiro, director-geral da Travelport em Portugal, à margem do Travelport Live, que decorreu em Veneza na semana passada. Entre os principais desafios no decorrer deste ano está a renegociação do contrato com a companhia aérea TAP que, segundo o mesmo, vai “entrar em efectividade em janeiro de 2020”.

Vários rumores do mercado anunciavam que a companhia aérea vai disponibilizar menos conteúdo nos GDS. Questionado sobre a forma como os conteúdos da TAP vão estar presentes no GDS, o responsável esclarece: “A ideia que temos é que a TAP vai querer conduzir qual o conteúdo que quer por tipo de agência, não vai abandonar a participação no GDS, vai definir as regras do jogo relativamente aos clientes e à forma como os clientes acedem”.

“Fizemos uma negociação com a TAP bastante interessante, limitámo-nos a assinar o acordo e agora a TAP ser ela a ditar como quer a automatização dos seus clientes”, complementa. António Loureiro admite que existe falta de comunicação “clara e concisa” entre as partes envolvidas, nesse âmbito considera que “não se tem colaborado tanto como se colaborou no passado no sentido de esgrimir qualquer discrepância. Não há nada em concreto ainda, acho que se está só a especular”. O mesmo refere que a situação em causa tem de ser vista como uma oportunidade para “todas as partes interessadas em terem efectivamente a melhor automatização de Portugal. Que se entendam e cheguem a bom porto, porque há aqui muitas oportunidades para todos crescerem ou, pelo menos, não termos um impacto tão grande como dizem”.

“É evidente que quando se muda o ‘status quo’ das coisas, há uns que perdem e outros que ganham. O que temos de procurar aqui é um equilíbrio das partes como sempre fizemos e é possível nestes modelos novos, com estas ideias novas, até com novas atitudes que, entretanto, surjam. Acho que é possível as partes entenderem-se todas e minimizarem o impacto e até tornar isso uma força para os tempos quase avizinham porque não vai ser fáceis, nem para a TAP nem para os agentes”, acrescenta.

Presença junto do trade

Questionado acerca das novidades para as agências de viagens, António Loureiro salientou o facto de Portugal ser “o país que mais soluções de software integrado com a Travelport vende para outros países”, referindo ainda a plataforma de ‘selfbooking tool’ desenvolvida no país que “vai ser ‘state of the art’ em termos de customização para o mercado português, mas com possibilidades de expandir para outros mercados”. O mesmo acrescentou também a “expansão brutal” da presença da Travelport junto das universidades portuguesas.

Quanto à participação da Travelport em parceria com a APAVT – Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo na BTL 2020, António Loureiro sustenta que a empresa tecnológica ao estar presente “estaremos com a APAVT, nunca estaríamos sozinhos”. O director-geral da Travelport diz que o contrato ainda não está fechado, mas “já estamos para lá dos 50%”. “Julgo que este ano a APAVT tem umas ideias ainda melhores, porque o que queremos é conferir uma presença na BTL também, uma visibilidade que vai muito além das agências de viagens que estão ali como expositoras, mas também mostrar às pessoas que ainda há gente que entra numa agência de viagens para comprar viagens. Talvez até o governador do Banco de Portugal seja o nosso primeiro convidado para lhe mostrar que ainda há gente que acredita nas agências de viagens ao contrário dos bancos”, conclui.

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