AHETA: Falência da Thomas Cook “tem impacto enorme que se estima em muitos milhões de euros”

Por a 23 de Setembro de 2019 as 11:29

O encerramento abrupto das operações da Thomas Cook anunciado esta segunda-feira, dia 23, tem um “impacto enorme e muito significativo” para a hotelaria no Algarve, considera o presidente da AHETA, Elidérico Viegas. Esse impacto será sentido “tanto ao nível dos turistas que, tendo marcado as suas férias, já não virão, quer sobretudo e, muito principalmente, na facturação respeitante a serviços já prestados durante os meses mais importantes do ano, Julho e Agosto, cujo montante não é possível determinar, neste momento, mas que se estima em muitos milhões de euros”, revela o responsável. “É preciso termos bem presente que cerca de 50% da facturação anual dos hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve se verifica, precisamente, nestes dois meses”, alerta.

Considerando que a Thomas Cook se encontra sedeada em vários países, como a Alemanha, Holanda e Reino Unido, por exemplo, “temos os principais mercados emissores de turistas fortemente afectados, pelo menos no curto/médio prazo”.

Para o responsável da AHETA, contrariamente ao que se verificou com a falência recente de algumas companhias aéreas, a Thomas Cook “era um operador tradicional, comercializando não apenas o transporte aéreo, mas também o alojamento, alimentação, transferes, etc., pelo que a dimensão da falência é muito maior”.

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