Madeira negoceia voos da Ryanair há um ano

Por a 23 de Agosto de 2019 as 15:13

O vice-presidente do Governo Regional da Madeira, Pedro Calado, admitiu esta quinta-feira, 22 de agosto, que há cerca de um ano que existem negociações entre várias entidades para introduzir uma terceira companhia na linha aérea da região e que será, ao que tudo indica, a Ryanair, avança a Lusa.

“É verdade que tem havido negociações há cerca de um ano entre o Governo da República, o Governo Regional da Madeira, a própria companhia, a administração [da] Aeroportos de Portugal e o Turismo de Portugal”, disse Pedro Calado, quando questionado pelos jornalistas sobre a existência de contactos com a Ryanair.

Falando na conferência de imprensa para apresentação das conclusões do conselho semanal do executivo madeirense, o responsável salientou que as várias entidades têm estado num “diálogo profícuo, difícil, por todas as circunstâncias, mas tem decorrido com muito cuidado nos últimos meses”.

Segundo Pedro Calado, que não quis confirmar se essas negociações dizem respeito à Ryanair, “nos últimos dois, três meses tem havido um passo mais decisivo” e o processo está agora “numa fase final de negociação”, sendo possível que esteja concluído até ao final do ano.

“Estamos numa fase avançada, com muita cautela, não queria estar a entrar nos pormenores”, acrescentou, reforçando que estas negociações são sempre “difíceis, complicadas”, preferindo, por isso, não tornar público o teor dessas negociações.

Recorde-se que as notícias sobre as negociações com a Ryanair começaram a surgir na quarta-feira, 21 de agosto, depois da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, ter ido a Dublin reunir com representantes da Ryanair, explicando que o objetivo do encontro passava por debater “a competitividade” do aeroporto de Faro, nomeadamente com a manutenção da base, bem como alargar a presença da companhia aérea ao Funchal.

À Lusa, Ana Mendes Godinho explicou que o Governo tem vindo a trabalhar com todas as companhias aéreas para criar “as condições para que os aeroportos de Faro e do Funchal tenham capacidade de facto de manter a competitividade aérea ou até reforçar”.

O problema é que a Ryanair não voa, por enquanto, para o Funchal, na Madeira, pelo que os meios de comunicação social madeirenses começaram a publicar notícias com as palavras da governante, já que davam a entender que um dos objetivos da reunião seria mesmo debater a chegada da Ryanair à Madeira.

 

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