Greve motoristas: easyJet aconselha passageiros a consultarem estado do voo

Por a 13 de Agosto de 2019 as 12:12

A easyJet está a aconselhar os seus passageiros com voos marcados de e para Portugal a consultarem o estado dos seus voos antes de irem para o aeroporto, em resultado da greve dos motoristas de matérias perigosas.

“Aconselhamos todos os clientes com viagens planeadas de e para Portugal, nos próximos dias, a consultar o estado dos seus voos”, referiu a easyJet em resposta à Lusa, pedindo aos passageiros que se desloquem para o aeroporto com “tempo extra, porque o tráfego poderá ser maior do que habitualmente”.

De acordo com a easyJet, “devido a uma greve a ter lugar em Portugal e que está a afetar a disponibilidade de combustível nos aeroportos portugueses, alguns voos para e de Portugal podem necessitar de paragens técnicas adicionais para reabastecer em aeroportos alternativos”.

A transportadora ressalva que, “ainda que isto esteja fora” do seu controlo, está a “fazer tudo o que seja possível para minimizar as perturbações”.

Já a ANA – Aeroportos de Portugal admite que o ritmo de abastecimento no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, é “insuficiente, em níveis bastante abaixo do estipulado para serviços mínimos”, o que provoca “restrições à operação”.

Em resposta à Lusa, a empresa que gere os aeroportos nacionais diz que o ritmo de abastecimento “insuficiente” verificado levou à implementação de restrições à operação, “nomeadamente na redução de abastecimento de aeronaves”, garantindo que está a avaliar continuamente o impacto da greve dos motoristas no abastecimento de combustível nos aeroportos da sua rede.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM), tendo-se também associado à paralisação o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

O Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% e declarou crise energética, que implica “medidas excecionais” para minimizar os efeitos da paralisação e garantir o abastecimento de serviços essenciais como forças de segurança e emergência médica.

Esta segunda-feira, 12 de agosto, o Governo avançou mesmo para a requisição civil, alegando o incumprimento dos serviços mínimos decretados.

 

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