CTP: Primeiro dia de greve teve “impacto residual” no turismo

Por a 13 de Agosto de 2019 as 14:40

O primeiro dia da greve dos motoristas de matérias perigosas teve um “impacto residual” no turismo, porque “as pessoas e as empresas prepararam-se para esta greve, que está a ser anunciada há muito tempo”, segundo Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP).

De acordo com o responsável, que esteve esta segunda-feira, 12 de agosto, na Edição da Noite, da SIC Notícias, “os hotéis reforçaram todos os seus stocks ao máximo”, assim como os portugueses em geral, pelo que “nos próximos dias não irá haver problema”.

Mas Francisco Calheiros está preocupado com o impacto que esta greve poderá ter no setor caso se prolongue no tempo, até porque, ressalvou, “esta greve foi anunciada em termos de uma greve que não tem fim”.

“Hoje, e neste momento, não estamos a ter impacto, agora, da mesma maneira que os stocks dos hotéis, como referi, se vão começar a diminuir e a esgotar, também aos depósitos dos automóveis vai acontecer o mesmo”, acrescentou, considerando que o Governo esteve, por isso, “bem” ao decretar serviços mínimos de 50% e que chegam aos 100% no caso dos aeroportos.

O presidente da CTP não acredita que esta greve seja capaz de prejudicar a imagem do país enquanto destino turístico, mas considera que tudo depende da duração da paralisação, deixando, por isso, um apelo para que as partes voltem às negociações.

“A CTP tem feito um apelo muito grande para que as pessoas se sentem, ou seja, achamos que ainda está longe a negociação ter chegado a um fim”, disse Francisco Calheiros, prontificando-se a servir de intermediário neste processo.

“Na CTP, estamos completamente disponíveis para ajudar no que for preciso, seja a intermediar ou a arbitrar”, referiu, sublinhando a vasta experiência da CTP na concertação social.

Recorde-se que a greve dos motoristas de matérias perigosas arrancou à meia-noite desta segunda-feira, 12 de agosto, e prolonga-se por tempo indeterminado, tendo sido convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM), tendo-se também associado à paralisação o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

 

 

 

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