Páscoa sobe receita da easyJet em 11,4% no 3.º trimestre

Por a 18 de Julho de 2019 as 10:53

A easyJet apresentou esta quinta-feira, 18 de julho, os resultados operacionais do terceiro trimestre do ano, que para a low cost britânica terminou a 30 de junho, ao longo do qual registou “um forte desempenho”, com uma subida de 11,4% na receita, que chegou aos 1,761 milhões de libras, enquanto o número de passageiros aumentou 8%, para 26,4 milhões.

De acordo com um comunicado da companhia aérea, “a receita por assento foi positiva, tendo sido registado um forte desempenho de rentabilidade, resultante das iniciativas de receita da easyJet, bem como pelo crescimento positivo da receita e um sólido desempenho na Páscoa”.

No terceiro trimestre, a easyJet obteve receitas totais de 1,761 milhões de libras (cerca de 1,960 milhões de euros), enquanto a receita por passageiro subiu 10,7%, para 1,387 milhões de libras (cerca de 1,540 milhões de euros) e as receitas auxiliares aumentaram 14,3%, chegando aos 374 milhões de libras (mais de 415 milhões de euros).

A receita total por assentou aumentou apenas 0,7%, o que, segundo a easyJet, também ficou em linha com as expectativas, já que reflete o facto da Páscoa se ter, este ano, assinalado mais tarde, bem como aos episódios de greves e incerteza na Europa, a exemplo do Brexit.

Já o número de passageiros transportados pela companhia entre março e junho aumentou 8%, para 26,4 milhões, o que foi possível graças a um aumento de capacidade de 10%, num total de 28,8 milhões de lugares.

“Apesar das condições macroeconómicas mais rigorosas, a easyJet apresentou um forte desempenho durante o terceiro trimestre, mantendo-se em linha com as expectativas. Registámos um aumento superior a 11% da nossa receita, com o aumento do RPS impulsionado por uma combinação de iniciativas de receita bem-sucedidas, um sólido desempenho na Páscoa e pelo programa de custos da easyJet, que permitiu um aumento de dois milhões de passageiros, perfazendo mais de 26 milhões”, congratulou-se Johan Lundgren, CEO da easyJet.

No mesmo período, o load factor da easyJet desceu ligeiramente, tal como a companhia aérea já previa, fixando-se nos 91,7%, depois de uma descida de 1,7 pontos percentuais, o que a companhia atribui à falência da Monarch, bem como aos episódios em França.

Para o futuro, a easyJet mantém a previsão de aumentar em 10% a sua capacidade até ao final do ano (que para a companhia low cost termina a 30 de setembro) e em 7% ao longo da segunda metade de 2019, prevendo uma ligeira descida na receita por assento, assim como uma queda no preço do combustível, o que leva a companhia a manter a previsão de lucro na ordem dos 400 ou 440 milhões de libras (entre 444 e 488 milhões de euros).

“Continuamos focadíssimos em desenvolver as nossas iniciativas de eficiência de receitas e na redução de custos, de forma a podermos continuar a aumentar a nossa rentabilidade por assento. Estamos convictos de que com o segundo semestre a alcançar já os 78% de reserva, teremos uma visão mais clara dos resultados que iremos apresentar no final do ano, onde contamos registar um lucro antes dos impostos entre £400 milhões e £440 milhões, em linha com as expectativas do mercado”, refere ainda o CEO da easyJet.

 

 

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