Mais de 60 mil passageiros não reivindicaram compensações aéreas do verão passado

Por a 10 de Julho de 2019 as 10:26
Gate28

A AirHelp, empresa de defesa dos direitos dos passageiros aéreos, estima que mais de 60 mil passageiros afetados por atrasos ou cancelamentos de voos no verão passado ainda não reclamaram as devidas compensações  e alerta que “se aproxima um novo verão caótico”, recomendando, por isso, aos passageiros que se informem acerca dos seus direitos.

“Embora tenhamos dado grandes passos para fortalecer e apoiar os direitos dos passageiros, ainda há muito trabalho pela frente, uma vez que 60.700 viajantes de Portugal correm o risco de perder compensações devido a perturbações em voos no último verão”, sublinha Karin Herbsthofer, especialista em direitos dos passageiros aéreos da AirHelp.

De acordo com o responsável da AirHelp, “muitas pessoas desconhecem o regulamento EC 261 e não sabem que podem reivindicar compensações até três anos depois da perturbação no voo”.

Portugal ficou, no verão passado, no sexto lugar do Top10 dos países onde se registou um maior número de perturbações, com mais de 100 mil passageiros elegíveis para receberem compensação, dos quais mais de 60 mil ainda não reclamaram a compensação a que têm direito, com a AirHelp a revelar que “em todos os países se observa que mais de metade dos passageiros elegíveis ainda não reivindicaram as compensações às quais têm direito”.

A AirHelp lembra que, de acordo com o regulamento europeu EC 261, os atrasos superiores a três horas, cancelamentos e impedimentos de embarque podem dar direito a uma compensação de até 600 euros por passageiro, legislação que abrange todos os voos que partem de um aeroporto da União Europeia (UE), assim como todos os voos que aterram em aeroportos da UE, desde que sejam operados por companhias aéreas da UE.

Caso a perturbação seja causada por circunstâncias fora do controlo da companhia, os passageiros não serão elegíveis para compensação, ainda que pedido de compensação possa ser submetido até três anos depois da data do voo.

Já se o passageiro ficar retido num aeroporto por mais de duas horas, as companhias aéreas são obrigadas a fornecer refeições, bebidas, acesso a comunicações e acomodação, se necessário.

 

 

 

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