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O encontro decorreu no hotel Turim Boulevard, em Lisboa.

Emprego e Formação

O estado da formação turística em Portugal

Enquanto as escolas apontam a valorização das profissões como o caminho para atrair mais mão-de-obra ao setor do turismo, empregadores pedem mais componente prática nos cursos.

Carina Monteiro

O encontro decorreu no hotel Turim Boulevard, em Lisboa.

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O estado da formação turística em Portugal

Enquanto as escolas apontam a valorização das profissões como o caminho para atrair mais mão-de-obra ao setor do turismo, empregadores pedem mais componente prática nos cursos.

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A escassez de recursos humanos é o tema na ordem do dia no setor do turismo. Num trabalho recente da revista Publituris Hotelaria sobre o porquê da falta de mão-de-obra nos hotéis, esgrimiram-se argumentos de um lado e de outro. Se para os hoteleiros, há falta de pessoal qualificado e não existem apoios fiscais à contratação, do lado dos trabalhadores, as principais razões apontadas são as remunerações baixas e a fraca política de recursos humanos. Mas nesta equação, o que têm as escolas a dizer? Onde está o problema e se há cada vez mais alunos a procurarem cursos de formação na área do turismo? Foi para responder a estas questões que juntámos à mesma mesa a diretora coordenadora das Escolas do Turismo de Portugal, Ana Paula Pais, a diretora do Departamento de Turismo Universidade Lusófona, Mafalda Patuleia, o presidente da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, Raúl Filipe, e em representação do setor empregador, Eduarda Neves, vice-presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), num encontro que decorreu no hotel Turim Boulevard.

A conversa iniciou-se com a evolução da procura dos alunos para cursos na área Turismo. Ana Paula Pais confirma que, nos últimos cinco anos, essa procura tem aumentado na rede de Escolas do Turismo de Portugal. Mas se o aumento é evidente em cursos relacionados com a área da gastronomia (cozinha e pastelaria), o mesmo não acontece nas áreas do serviço (mesa e bar).

A falta de valorização destas profissões pode explicar o fenómeno. “Durante alguns anos, tivemos a desvalorização da função do serviço e isso é uma função nobre (o serviço é a base de toda a hotelaria)”, defende Ana Paula Pais, para quem, o valor aporta-se de várias formas. “Uma delas tem que ver com as condições do trabalho. As pessoas muitas vezes referem que há um problema de salário, mas há um outro conjunto de fatores. Por exemplo: para os jovens, hoje em dia, um dos fatores mais importantes é o horário de trabalho. Os jovens vêem os horários de trabalho de forma diferente do que víamos antigamente. Prezam muito ter tempo para realizar uma diversidade de coisas na sua vida, isso faz com que alguns sintam menos apetência por essas áreas. Há que trabalhar em conjunto com os empregadores para desmitificar algumas ideias que nem sempre correspondem à realidade do setor”, considera.
O presidente da ESHTE concorda com a ideia que é preciso dar mais reconhecimento às profissões. O problema não está na procura, já que das 430 vagas abertas para os cursos ministrados na ESHTE, há cerca de 2500 candidatos. Raúl Filipe dá o exemplo da função de cozinheiro. “Há 30 anos essa profissão era mal paga e tinha pouco reconhecimento. Há cerca de 10 anos era uma profissão já relativamente bem paga, mas ainda sem reconhecimento social e, neste momento, estamos numa situação em que os chefes são estrelas de cinema. É necessário assumirmos que o reconhecimento das profissões é importante”. Muto embora a taxa de empregabilidade à saída dos cursos seja de 100%, o presidente da ESHTE não tem tantas certezas sobre a taxa de retenção do setor. “Seria interessante termos um estudo para avaliar quantos destes alunos se mantêm a trabalhar no setor ao fim de 10 anos e a razão pela qual eventualmente não se mantêm”, sugere o responsável, apontando em seguida algumas razões. “Quem trabalha no turismo fica com um conjunto de competências tal que, com muita facilidade depois agarra noutras áreas onde é muito melhor pago. Temos o exemplo no passado de escolas de renome internacional, em que 80% dos alunos que concluíram os cursos foi ‘apanhado’ para a banca e seguros. Isso reflete que a formação em turismo é de tal forma abrangente que se pode trabalhar noutras áreas e ter outra qualidade de vida, não só em termos daquilo que é o salário e horários laborais”.

Mafalda Patuleia destaca a mudança de paradigma dos alunos que escolhem esta atividade, pois procuram cada vez mais o sentido prático do ensino. “Estamos num paradoxo: o que é que é suposto as universidades ensinarem e o que é suposto os politécnicos ensinarem? Um aluno quando escolhe um curso superior pergunta, à partida, qual é a componente prática do curso. É uma atenção que temos de ter a este assunto”, aponta a responsável do departamento de Turismo da Lusófona.

Sobre o tema da valorização das profissões, Mafalda Patuleia aponta um problema de base. “Portugal é um país de serviços, mas não temos a cultura do serviço. Quando assistimos a outros países que desde o ensino primário já têm o serviço incutido no ensino das crianças, percebemos que temos de fazer muito em relação a isso. O serviço não é bem visto em Portugal ainda.” Apesar de reconhecer que existe cada vez mais procura e formação de bons alunos, prova disso “é que à saída dos cursos, os estudantes vão para áreas completamente diferentes. Temos as grandes casas como a Louis Vuitton a recrutar os alunos de turismo”, Mafalda Patuleia defende igualmente o caminho da dignificação da profissão, seja ela qual for na área do Turismo. “É isso que os alunos essencialmente procuram numa licenciatura em Turismo”.

Oferta formativa vs mercado laboral

Nesta relação entre a oferta curricular e as necessidades do mercado de trabalho, nem sempre os dois lados estão em sintonia. Não é o caso dos intervenientes desta conversa que consideram que a componente prática nos cursos de turismo é essencial, mas nem sempre fácil de implementar.

Para a vice-presidente da APAVT, as escolas devem melhorar o “lado prático da formação”. “Gosto de contratar alguém que acabou de sair da escola ou que teve uma experiência muito curta e começamos sempre por lhes dar entre seis meses a um ano de formação. Infelizmente, na maior parte dos casos, são eles que saem, ao fim de 15 dias, ou acabamos por não renovar ao fim de seis meses ou um ano, porque não se conseguem adaptar à realidade do dia-a-dia”, constata. “Muitas vezes saem da universidade com aquela postura que são doutores, como tal, já sabem tudo. Mas como não têm conhecimento prático do que se faz no dia-a-dia, neste caso numa agência de viagens, ou têm vontade de aprender, se não têm e têm dificuldades com os horários, então é melhor irem para outra área. No turismo essa é uma questão fundamental, temos de trabalhar 24h por dia, se for preciso, sete dias por semana”, defende.

No caminho que é preciso fazer para adaptar os currículos à realidade laboral, as Escolas do Turismo de Portugal têm uma vantagem competitiva, como explica Ana Paula Pais. “Temos uma matriz essencialmente prática, porque o objetivo das nossas escolas é diferente de uma universidade ou de um politécnico. E também temos bastante autonomia para fazer essa adaptação. Em 2018, iniciámos um diagnóstico das necessidades das empresas e ouvimos mais de 150 empresas para fazer esse diagnóstico. Desenvolvemos grupos de trabalho, proximidade com as associações e com os seus associados. Este ano vamos mudar a nossa oferta de cursos profissionais, fazemo-lo com base nesse trabalho de diagnóstico com as empresas. Muitas das componentes que os nossos cursos têm hoje, desde a forma como estão organizados até aos conteúdos vêm dos imputs das empresas”, explica. Neste processo, Ana Paula Pais considera que há também um papel que cabe às escolas, “Temos de juntar esses fatores que as empresas apontam como essenciais, perceber quais as tendências do setor e fazer esse match, porque temos a obrigação de liderar e preparar os profissionais para os desafios futuros”. Em suma, a coordenadora das Escolas do Turismo de Portugal considera que há dois aspetos essenciais para adequar a oferta formativa ao mercado de trabalho: “Ouvir as empresas, as escolas têm de ter fórums regulares, ferramentas ou órgãos informais de auscultação das empresas e temos de trazer as empresas para as escolas. Neste momento, um terço dos nossos formadores são pessoas que simultaneamente trabalham no setor”. O outro fator prende-se com a metodologia de formação. “A formação on the job vai ter uma dimensão cada vez mais expressiva, não vamos ter jovens suficientes, até pelas questões demográficas do país, e aí vamos ter que trabalhar com as empresas para que a formação seja no local de trabalho e as escolas possam fazer a diferença em unidades muito especializadas”.

Para Ana Paula Pais, esta estrada tem dois sentidos: se por um lado, as escolas têm de criar espaço para acolher as empresas, por outro, as empresas têm de se disponibilizar e comprometer com a formação que é preciso ser feita para combater a taxa de saída do setor. “Podemos ter um problema com a atração de talento, mas temos um problema com a retenção também.

No Ensino Superior, a adequação dos programas curriculares é mais complexa e obedece a determinadas regras que são comuns às diferentes áreas de estudo. Todos os cursos do Ensino Superior, seja Medicina, Engenharia ou Turismo, têm de ser certificados pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), que define uma série de critérios. Um deles é determinar o número mínimo de docentes que deve pertencer ao quadro da instituição de ensino, assim como o número de docentes desse quadro que deve ser doutorado ou especialista. “Não temos nada contra isso”, começa por dizer Raúl Filipe, “mas em escolas como a nossa, em que privilegiamos muito o contacto com o mundo do trabalho e onde para nós é importante ter profissionais que estão no terreno, tenho receio que, se esta lógica muito académica continuar a evoluir, fiquemos cada vez mais limitados na possibilidade de contratar estes colegas”, considera.

O processo de adaptação dos currículos pode não ser fácil, até porque “todos os académicos estão de acordo que os cursos sejam reestruturados desde que a sua área científica não perca peso”, conclui o responsável. No entanto, a ESHTE já iniciou o processo de revisão curricular. “Posso dizer que encetámos este processo há um ano, estamos a três terços, há que ouvir muita gente e depois há que obedecer a uma série de regras da A3E’s, acho que a qualidade deve ser aferida e é importante que haja uma certificação, mas principalmente no turismo deve haver alguma flexibilidade porque a componente prática é muito importante”.

Mafalda Patuleia põe o dedo na ferida. “Estamos completamente constrangidos relativamente ao exercício da educação em Portugal. Para termos especialistas no nosso corpo docente, os profissionais têm de se submeter a provas públicas para estarem a lecionar dentro de uma academia. É isto que está acontecer. Não retirando o mérito, tem que haver exigência, rigor e a A3ES tem feito um trabalho importante neste caminho, mas o turismo não é uma área qualquer, não é ciência, não pode ser tratada como uma economia, uma história ou sociologia, tem características muito específicas, muito práticas que têm de ser salvaguardadas”, defende. “Não é por acaso que os alunos das universidades e dos politécnicos concorrem diretamente com as escolas profissionais. Muitas vezes entram os alunos do profissional e não entram os da licenciatura e não tem só a ver com a remuneração, mas também com a parte de aprendizagem e competências que não tiveram”, reconhece. “É bom que o mercado de trabalho saiba que não têm porque muitas vezes não temos professores, porque temos de fechar cada vez mais a porta aos professores que estão a trabalhar numa agência de viagens e que ao mesmo tempo têm ensinamentos práticos para dar nas academias. Não vejo essa realidade noutras escolas internacionais. Estamos a cair num constrangimento, num exagero relativamente a este tipo de profissionais, e depois temos o mercado de trabalho a dizer que esta componente não existe”, lamenta.

Licenciada em Turismo e Guia Intérprete, pelo Instituto de Novas Profissões (INP), Eduarda Neves conta que, nessa altura, muitas das disciplinas foram dadas por profissionais da área. Teve docentes que eram guias intérpretes ou agentes de viagens. “Isso agora não é possível e é uma falha”, considera. Para a responsável da APAVT, o INP era uma escola “extremamente inovadora, as pessoas que a fundaram e a geriram tinham uma visão fantástica do futuro, e foi a melhor escolha que podia ter feito”.

Para Eduarda Neves, existe ainda a questão dos estudantes conhecerem ao máximo as profissões e o que fazem as empresas do setor. “Na APAVT temos todo o tipo de agências de viagens. Temos agências retalhistas, que vendem ao público, ao balcão, temos agências que fazem corporate travel, fazem reservas de aviação e hotelaria para clientes que estão em viagens de negócio, temos os operadores turísticos, temos o incoming, com várias especificidades. Há uma variedade enorme de agências. Seria ótimo que os cursos com saídas profissionais para esta área contemplassem uma apresentação sobre o setor da distribuição para que os alunos percebam que saídas têm e se lhes interessa ou não”.

Fazer carreira no turismo

Como é que o turismo se pode tornar mais atrativo para as pessoas e evitar a fuga de mão-de-obra? É a pergunta que se impõe. Do lado do empregador, existe vontade de valorizar as profissões, considera Eduarda Neves. “Algo que é muito importante para nós mas onde encontramos alguma dificuldade é na formação ao nosso pessoal durante um ano de trabalho. Há falta de opções de formação contínua. Tento, no meu caso pessoal, fazer todos os anos formação à equipa, duas vezes por ano. Contrato empresas específicas para darem formação na empresa porque não posso correr o risco de inscrever as pessoas num curso, que depois não acontece porque não há gente suficiente inscrita. Faço inclusivamente formação no estrangeiro. Temos que valorizar as pessoas e temos que lhe dar algum tipo de estabilidade e mostrar que podem valorizar-se dentro da nossa empresa”.

Sobre a construção de carreira no turismo, Ana Paula Pais considera que, em geral, o setor do turismo é, provavelmente, um dos mais céleres para fazer uma carreira. “Temos setores onde as pessoas dificilmente chegam ao topo da liderança de uma empresa, se pensarmos na indústria em geral, é mais difícil”, defende. Para a responsável das Escolas do Turismo de Portugal, há um conjunto de características do setor do turismo que se podem utilizar para cativar mais as pessoas e aponta quais. “A celeridade na construção de uma carreira é um deles, quando a pessoa gosta deste setor, pode constituir carreira e sabe como fazê-lo. Depois, temos outros complementos que o empregador pode utilizar: dar formação – é dos setores com maior mudança, onde as pessoas têm de estar sempre a aprender. Isso é um fator que sabemos que constitui uma satisfação enorme, quando trabalhamos de forma rotinada muitos anos, cansamo-nos do nosso trabalho, somos todos tendencialmente assim”. Por outro lado, Ana Paula Pais aponta a diversidade de tarefas, como sendo algo que as empresas podem oferecer aos colaboradores e com isso criar “autonomia, responsabilidade, complementaridade de funções”. Em suma, “há uma série de fatores que caraterizam a própria atividade do turismo e que são em si mesmo fatores de atratividade para a profissão, seja ela uma profissão mais específica, ou outras mais abrangentes”, alerta. “Quando nós, escolas ou empresas, temos de atrair pessoas, temos de tornar esta atividade aliciante pelas suas características intrínsecas. O que julgo que falta às profissões do turismo é que as pessoas olham só para os detalhes negativos”. Na opinião de Ana Paula Pais, há muitas outras profissões com horários complicados, mas, “como têm uma notoriedade na sociedade, não olhamos para os aspetos negativos, olhamos para a nobreza dessa função e a sua função na sociedade”. “Hoje o setor do turismo tem uma função ímpar na sociedade e é isso que temos de promover junto dos jovens: entusiasmo em trabalhar num setor que é o motor da economia portuguesa. As pessoas no Turismo podem encontrar emprego em segundos, não há outro setor assim. Acredito que temos de trabalhar estas características, que são aliciantes no setor, para que consigamos depois, num trabalho contínuo entre escolas e mercado, organizar as profissões e colocar as pessoas onde precisamos delas. Mesmo assim vamos precisar de cativar pessoas fora do país, precisamos de mais pessoas do que as que temos no país”, alerta.

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Vitrine do “Lisboa Pessoa Hotel”. Créditos: Fernando Bagnola.

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Instituto Politécnico do Porto cria pós-graduação em Turismo Literário

A pós-graduação da Escola Superior de Hotelaria e Turismo começa a 17 de outubro.

Carla_Nunes

A Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Porto (ESHT – P.Porto) abre as portas ao ano letivo 2022/2023 com uma nova pós-graduação em Turismo Literário.

O objetivo passa por “desenvolver competências na área do Turismo Literário, privilegiando uma perspetiva ao nível do desenvolvimento e implementação de roteiros literários como produto de dinamização dos destinos turísticos”, como se pode ler na brochura deste novo curso.

Dirigida a quem já exerce a atividade profissional em Turismo Literário, mas também a quem pretende iniciar o percurso nesta área, a pós-graduação começa a 17 de outubro de 2022, em regime pós-laboral e formato B-learning.

A segunda fase de inscrições para as 25 vagas disponíveis decorre de 16 de agosto a 2 de setembro, existindo ainda a possibilidade de uma terceira fase de inscrições, de 28 de setembro a 9 de outubro.

Algumas das unidades curriculares desta pós-graduação incluem temáticas como a “Conceção de Eventos Literários”, “Implementação de Produtos Turísticos em Turismo Literário” e “Desenho de Roteiros Literários”. O plano de estudos contempla dois semestres e 60 ECTS, num conjunto de dez disciplinas.

A professora-adjunta convidada da ESHT Ana Ferreira assume a coordenação da nova pós-graduação. Doutorada em Turismo pela Universidade de Vigo, a profissional tem desenvolvido trabalho de investigação focado na área de turismo literário e de eventos, elaborando roteiros com base na vida e obra de Camilo Castelo Branco, adaptados à cidade do Porto.

Em entrevista à Publituris Hotelaria em maio deste ano, Ana Ferreira ressalvou como o turismo literário “pode combater de forma determinante a sazonalidade associada a outros tipos de turismo”, já que este turista “não se desloca apenas numa época do ano”.

A pós-graduação em Turismo Literário tem um valor de 1.750 euros, sendo que o pagamento pode ser realizado numa única prestação, no ato da matrícula, ou em dez vezes.

Os interessados devem candidatar-se através do link de acesso e ingresso do IPP, sendo condição necessária de acesso uma das seguintes valências: título do grau de licenciatura ou equivalente legal; título de um grau superior estrangeiro, conferido na sequência de um 1.º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do processo de Bolonha por um Estado aderente a esse processo; título de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objetivos do grau de licenciado pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT ou a detenção de um currículo académico, científico e/ou profissional que seja reconhecido pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT, como atestando capacidade para a realização com êxito deste curso.

Sobre o autorCarla_Nunes

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Programa Formação + Próxima abrange mais 14 concelhos dos distritos de Évora e Beja

Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Arraiolos, Beja, Castro Verde, Ferreira do Alentejo, Grândola, Odemira, Ourique, Santiago do Cacém, Sines e Viana do Alentejo passam a integrar o programa Formação + Próxima do Turismo de Portugal.

Publituris

A cidade de Beja foi o palco para a cerimónia de assinatura dos protocolos de cooperação entre o Turismo de Portugal, através da sua rede de escolas, e os municípios do Baixo Alentejo e do Alentejo Litoral para a concretização do programa Formação + Próxima.

A partir de agora, mais 14 concelhos da região vão poder atribuir mais e melhores competências a profissionais e agentes do setor do Turismo, completando-se, assim, mais uma etapa nesta importante iniciativa desenvolvida pelo Turismo de Portugal que pretende capacitar o setor de mais e melhores argumentos para dar continuidade ao trabalho de consolidação do mesmo na sociedade e na economia portuguesas.

No seguimento do que já foi feito no Alto Alentejo, os municípios de Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Arraiolos, Beja, Castro Verde, Ferreira do Alentejo, Grândola, Odemira, Ourique, Santiago do Cacém, Sines e Viana do Alentejo integram o programa Formação + Próxima para que se alcance as empresas e os profissionais desses concelhos.

“A Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre está, desde a primeira hora, muito empenhada em fazer com que o programa Formação + Próxima cumpra os seus objetivos. As parcerias com os municípios são essenciais para fazer com que o programa esteja próximo dos agentes económicos e responda às necessidades destes com o intuito de tornar este setor tão importante para a economia do país ainda mais forte. Com a assinatura destes protocolos, o programa Formação + Próxima abrange, agora, os distritos de Évora e de Beja”, explicou a diretora da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, Maria Conceição Grilo.

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“Restauração, Hotelaria e Turismo” vê oferta de emprego aumentar 29% em maio

“Restauração, Hotelaria e Turismo” partilha com cargos comerciais e construção civil o Top 3 relativamente à maior oferta de emprego em antecipação aos meses de verão.

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A área de “Restauração, Hotelaria e Turismo” é a que mais ofertas de emprego disponibiliza no site OLX, segundo um estudo da plataforma online que analisa a oferta de trabalho no período de verão, por parte de empregadores, bem como a procura por parte de candidatos.

Os dados dizem respeito ao período de abril, maio e junho de 2022, sendo maio o mês com maior aumento da oferta de trabalho por parte por parte dos empregadores, face a abril, com um aumento de 29%.

Após a “Restauração, Hotelaria e Turismo”, a maior oferta de emprego em antecipação aos meses de verão verifica-se nos cargos comerciais e na construção civil, com aumentos de 9% e 40%, respetivamente, em maio face ao mês anterior.

No geral, este é o Top 3 das áreas com maior oferta de trabalho nos três meses analisados.

As áreas com menor oferta de emprego, nos meses de abril, maio e junho, são os cargos executivos, desporto e fitness, além de segurança e vigilância.

“Num país como Portugal, já é natural que os hotéis, restauração e turismo sejam as áreas com maior procura sazonal no verão, devido às férias. No entanto, a grande oferta de emprego verificada este ano resulta também do regresso à normalidade que se verifica após dois anos de pandemia. A facilitação das restrições de viajar, ou o regresso total dos eventos são fatores que também explicam esta realidade”, salienta Sebastiaan Lemmens, diretor-geral do OLX Portugal.

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EPHTL lidera ranking das escolas profissionais no concelho de Lisboa

Pelo segundo ano consecutivo a Escola Profissional de Hotelaria e Turismo de Lisboa (EPHTL) é a primeira escola de ensino profissional no concelho de Lisboa.

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Pelo segundo ano consecutivo a Escola Profissional de Hotelaria e Turismo de Lisboa (EPHTL) é a primeira escola de ensino profissional no concelho de Lisboa.

Ocupando o 29.º lugar na geral do ranking, entre mais de 690 escolas com oferta de ensino profissional, a EPHTL subiu treze posições na tabela geral.

Em comunicado, a EPHTL destaca o facto de ser “a primeira escola do ranking, entre escolas públicas e privadas, com um número de diplomados superior a 150 alunos, demonstrando a sua robustez e consolidação da metodologia de formação praticada baseada em parcerias estratégias com o mercado de trabalho nacional e internacional, patente na sua taxa de conclusão no período normal superior a 83% e uma taxa de abandono que se ficou pelos 7%”.

A EPHTL conta com mais de 30 anos de experiência na formação de quadros técnicos altamente qualificados nas áreas de Restauração, Hotelaria, Eventos e Turismo, sendo uma referência nacional e internacional a nível da qualidade da formação ministrada, quer em termos técnicos quer em termos humanistas, que se tem vindo a cimentar desde a sua criação.

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Turismo do Algarve em missão a Marrocos e Cabo Verde para solucionar problema de recursos humanos

Conhecidos que são os problemas com a falta de mão-de-obra, a Região de Turismo do Algarve parte em visitas de intercâmbio a Marrocos e a Cabo Verde para promover a boa gestão da migração laboral e a rápida resposta à contratação de recursos humanos para o setor do turismo no Algarve.

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A Região de Turismo do Algarve (RTA) e a Missão em Portugal da Organização Internacional para as Migrações (OIM Portugal) irão realizar visitas de intercâmbio a Marrocos, de 5 a 8 de julho, e a Cabo Verde, de 12 a 15 de julho, para promoverem a boa gestão da migração laboral e a rápida resposta à contratação de recursos humanos para o setor do turismo no Algarve.

Estas visitas de intercâmbio têm como principal objetivo “o desenvolvimento de programas de migração laboral, no sentido de responder rapidamente à procura de mão-de-obra qualificada para setores onde existe uma maior carência (turismo e agricultura), tendo em conta as necessidades dos empregadores e a criação de caminhos seguros para a migração de possíveis trabalhadores estrangeiros”, refere a RTA em comunicado.

João Fernandes, presidente da RTA, sublinha, de resto, que “a falta de mão-de-obra é, atualmente, a principal dificuldade do turismo algarvio e, com estas ações com a chancela da OIM Portugal, esperamos abrir as portas para mitigar diferentes problemas ao nível do recrutamento. Nomeadamente, através a regulação de acordos de mobilidade que assegurem boas oportunidades para trabalhadores migrantes e que certifiquem o respeito pelos direitos humanos, combatendo o risco de exploração laboral e a exposição a riscos de tráfico humano”.

Durante as visitas, a RTA pretende assumir um “papel fulcral” na colaboração em áreas como o acompanhamento da implementação do projeto e definição de estratégias de trabalho no Algarve, em conjunto com associações setoriais do turismo e atores locais, na identificação e facilitação de contactos de empresários/empregadores interessados em participar no projeto, bem como na identificação das principais necessidades de mão de obra e constrangimentos do setor turístico no recrutamento de migrantes.

Esta visita a Marrocos e Cabo Verde ocorre na sequência de uma sessão de informação já realizada no início do ano no âmbito do projeto “Promoção de uma Boa Gestão da Migração Laboral para Portugal”, cofinanciado pelo Fundo Asilo, Migração e Integração (FAMI), da União Europeia.

Este projeto envolve diferentes entidades nacionais e estrangeiras, contando com a participação de instituições sediadas em Portugal como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve (AIHSA), Associação dos Horticultores, Floricultores e Horticultores dos Municípios de Odemira e Aljezur (AHSA) e empresas do setor da agricultura.

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Porto Executive Academy promove Pós-Graduação em Gestão de Eventos

Estão abertas as candidaturas à Pós-Graduação em Gestão de Eventos da Porto Executive Academy, até ao próximo dia 21 de setembro.

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A pós-graduação em Gestão de Eventos pretende, de acordo com o estabelecimento de ensino, proporcionar aos seus destinatários, independentemente do tipo de negócio e nível de competências, um processo dinâmico de técnicas e práticas relacionadas com a organização e gestão de eventos, sejam eles sociais ou corporativos, para que estes profissionais sejam capazes de dar uma resposta rápida aos desafios do setor, cada vez mais competitivo e volátil.

Dentro dos objetivos mais específicos destacam-se os seguintes: Compreender os diferentes tipos de eventos; Compreender as várias etapas da sua organização e gestão; Compreender a sua natureza multidisciplinar; Compreender o ecossistema da indústria de eventos que envolve uma comunidade de stakeholders (organizadores, participantes, fornecedores, parceiros, expositores, patrocinadores, entre outros), locais, bem como as diversificadas tecnologias associadas; Adquirir conhecimentos técnicos para que o formando seja capaz de planear, organizar, gerir e avaliar diversos tipos de eventos; Conhecer e compreender as principais tendências do setor.

A formação será ministrada em regime presencial, em horário pós-laboral, e em 152 horas de formação.

 

 

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ISCE e Monte Santo Resort lançam 2.ª edição do Prémio de Excelência Melhor Aluno da Licenciatura em Gestão Turística

A iniciativa é, segundo o diretor do Departamento de Turismo do ISCE, Nuno Abranja, “uma forma de reconhecimento e incentivo aos estudantes para que possam melhorar cada vez mais o seu desempenho ao longo do curso na defesa da qualidade do turismo”.

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O Departamento de Turismo do ISCE anunciou a 2.ª edição do “Prémio de Excelência Melhor Aluno da Licenciatura em Gestão Turística Monte Santo Resort”, fruto da parceria estabelecida entre o ISCE e o Monte Santo Resort, empreendimento turístico de luxo no Algarve.

A iniciativa anual pretende premiar o(a) melhor(a) aluno(a) finalista da Licenciatura em Gestão Turística do ISCE e será atribuído no final deste ano letivo.

Segundo o diretor do Departamento, Nuno Abranja, este prémio “é uma forma de reconhecimento e incentivo aos estudantes da nossa Licenciatura, para que possam melhorar cada vez mais o seu desempenho ao longo do curso na defesa da qualidade do turismo e ser, igualmente, um atrativo na captação de novos estudantes para esta formação, que tem registado um aumento significativo na procura todos os anos”. Paralelamente à atribuição deste prémio, esta parceria possibilitará igualmente aos estudantes do Departamento de Turismo virem a realizar estágios naquele Resort, juntando-se assim o Monte Santo Resort a uma vasta lista de parceiros estratégicos do Departamento, que pode ser consultada aqui.

Já Patrícia Correia, General Manager do Monte Santo Resort, considera esta uma “magnifica iniciativa para premiar a excelência entre os alunos”,

A responsável pelo Monte Santo Resort admite que “valorizar os nossos recursos humanos nesta procura de um serviço excelente é algo que nos motiva diariamente”, destacando que a formação é de “vital importância nos dias de hoje e esta iniciativa leva esta importância um pouco mais além”.

A Licenciatura em Gestão Turística conta atualmente com uma centena de estudantes tendo o Departamento de Turismo formado, desde 1995, mais de 1000 quadros qualificados.

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Açores subsidiam contratação no setor do Turismo

OTURIS.ESTÁVEL, nova medida de apoio do Governo dos Açores às empresas dos setores da restauração, hotelaria e turismo que contratem novos trabalhadores por via de contratos sem termo, arrancou esta terça-feira, 21 de junho, para período de candidatura.

O anúncio foi feito pela secretária Regional da Juventude, Qualificação e Emprego, Maria João Carreiro que adiantou, em conferência de imprensa, em Ponta Delgada, que “o apoio a atribuir à entidade empregadora pode ir até aos 36 mil euros por cada novo trabalhador contratado, dependendo do salário pago pela empresa ao trabalhador”.

A governante regional, citada na página oficial do Governo dos Açores, explicou que “esta é uma medida que incentiva não só a estabilidade laboral num setor marcado pela sazonalidade da atividade turística no arquipélago, mas também a redistribuição do rendimento das empresas pelos trabalhadores, levando a que as ofertas de trabalho existentes ou criar no setor do turismo sejam atrativas para os trabalhadores”, para adiantar que “quanto maior for o salário pago ao trabalhador, maior será o montante do apoio”.

O apoio a atribuir no âmbito do TURIS.ESTÁVEL pressupõe que cada trabalhador apoiado beneficie de 150 horas de formação, que podem e devem ser distribuídas pelos meses de menor atividade turística, de acordo com a disponibilidade e a atividade da empresa, “em linha com o nosso desígnio de reforçar e valorizar a qualificação dos açorianos”.

A titular da pasta da Qualificação Profissional e Emprego sublinha, segundo a mesma fonte, que esta medida, que incide sobre os custos salariais da empresa com o trabalhador por um período de três anos, “promove a estabilidade dos postos de trabalho no turismo, setor onde prevalecem os contratos de trabalho a termo, encorajando, assim, a estabilização dos quadros”.

O TURIS.ESTÁVEL fixa, também, outra modalidade de apoio às empresas, desta feita para a conversão de contratos a termo resolutivo, certo ou incerto, em contratos sem termo, para trabalhadores já integrados nas empresas.

A expectativa é que o novo instrumento, nas suas modalidades de apoio à contratação e à conversão, possa beneficiar 700 trabalhadores, entre os quais desempregados integrados em programas ocupacionais ou estágios, sendo cumulável com o PRO.ATIVO, medida de incentivo à procura ativa de trabalho, destacou Maria João Carreiro.

 

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Carolina Morgado

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Lisbon Marriott Hotel tem nova diretora de Operações

Com mais de 12 anos de experiência, Paula Morgado Lino assume a liderança das operações do Lisbon Marriott Hotel.

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Paula Morgado Lino é a nova responsável pela operação do Lisbon Marriott Hotel, que pertence ao grupo Sotéis, localizado na Av. dos Combatentes, em Lisboa.

Licenciada em Gestão Hoteleira e Turismo pela Universidade de Gestão Hoteleira do Estoril (2010-2013) e Pós-Graduação em Gestão Hoteleira e Turismo pela Universidade Cornell, Paula Morgado Lino possui mais de 12 anos de experiência em gestão hoteleira, tendo desenvolvido soluções criativas e eficazes de gestão no negócio através da implementação e desenvolvimento de processos inovadores por várias unidades hoteleiras de renome em diferentes países.

Antes de integrar a equipa do Lisbon Marriott, foi diretora de F&B no PGA Catalunya Golf & Wellness Resort (entre 2017 e 2019), esteve no Sandals Royal Bahamian, na capital das ilhas das Bahamas, onde desempenhou funções de & B Manager( 2016).

Anos antes, passou pelo novo Sandals Resorts International Barbados e no Crowne Plaza Shanghai na China.

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44% do emprego criado em Espanha, em maio, foi no setor do turismo

Só no mês de maio de 2022, o setor do turismo, em Espanha, criou mais 409.615 empregos face a igual período do ano 2021 e mais 32.962 que em igual mês de 2019.

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Segundo as contas efetuadas pela Turespaña, o mês de maio terminou, em Espanha, com 2.608.600 pessoas inscritas na Segurança Social do país vinculadas a atividades turísticas, o que corresponde a mais 409.615 trabalhadores face a igual período do ano 2021 e a mais 32.962 que em igual mês de 2019.

Estes dados revelam que a atividade turística, em Espanha, foi responsável por 44% da criação de emprego no quinto mês de 2022, representando 12,9% do total da força de trabalho inscrita na Segurança Social.

“A recuperação do setor está a gerar um forte aumento na criação de trabalho, que ultrapassou 2,6 milhões de inscritos, em maio, na Segurança Social, o maior número registado em maio”, destacou a ministra da Indústria, Comércio e Turismo espanhola, Maria Reyes Maroto, à imprensa do país vizinho.

A responsável pela pasta do turismo explicou que esta realidade tem sido possível “graças ao “escudo social eficaz implementado pelo Governo durante a pandemia para manter de pé os nossos trabalhadores e empresas do setor do turismo e os elevados níveis de vacinação da população espanhola”, destacando, ainda, que a reforma levada a cabo pelo Governo de Pedro Sanchez permite a criação de emprego de “maior qualidade”.

Reyes Maroto admitiu, também, que Espanha iniciou a temporada de verão com “boas perspectivas”, apesar do contexto complexo derivado da guerra na Ucrânia, concluindo que “o turismo será um dos setores que mais contribuirá para o recuperação económica e criação de empregos neste ano”.

Por atividade, os dados da Turespaña mostram que foi na hotelaria e agências de viagens/operadores turísticos que, de forma conjunta, mais emprego se criou, registando uma subida de 20,7%, comparado com maio de 2021, significando mais de 306 mil empregos na hotelaria (183 mil nos serviços de F&B e 122 mil nos serviços de alojamento), enquanto as agências de viagens conseguiram mais 5.662 novos trabalhadores (+2,3%) e os operadores turísticos aumentaram em mais de 97 mil os empregos.

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