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Emprego e Formação

O estado da formação turística em Portugal

Enquanto as escolas apontam a valorização das profissões como o caminho para atrair mais mão-de-obra ao setor do turismo, empregadores pedem mais componente prática nos cursos.

Carina Monteiro
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Enquanto as escolas apontam a valorização das profissões como o caminho para atrair mais mão-de-obra ao setor do turismo, empregadores pedem mais componente prática nos cursos.

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A escassez de recursos humanos é o tema na ordem do dia no setor do turismo. Num trabalho recente da revista Publituris Hotelaria sobre o porquê da falta de mão-de-obra nos hotéis, esgrimiram-se argumentos de um lado e de outro. Se para os hoteleiros, há falta de pessoal qualificado e não existem apoios fiscais à contratação, do lado dos trabalhadores, as principais razões apontadas são as remunerações baixas e a fraca política de recursos humanos. Mas nesta equação, o que têm as escolas a dizer? Onde está o problema e se há cada vez mais alunos a procurarem cursos de formação na área do turismo? Foi para responder a estas questões que juntámos à mesma mesa a diretora coordenadora das Escolas do Turismo de Portugal, Ana Paula Pais, a diretora do Departamento de Turismo Universidade Lusófona, Mafalda Patuleia, o presidente da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, Raúl Filipe, e em representação do setor empregador, Eduarda Neves, vice-presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), num encontro que decorreu no hotel Turim Boulevard.

A conversa iniciou-se com a evolução da procura dos alunos para cursos na área Turismo. Ana Paula Pais confirma que, nos últimos cinco anos, essa procura tem aumentado na rede de Escolas do Turismo de Portugal. Mas se o aumento é evidente em cursos relacionados com a área da gastronomia (cozinha e pastelaria), o mesmo não acontece nas áreas do serviço (mesa e bar).

A falta de valorização destas profissões pode explicar o fenómeno. “Durante alguns anos, tivemos a desvalorização da função do serviço e isso é uma função nobre (o serviço é a base de toda a hotelaria)”, defende Ana Paula Pais, para quem, o valor aporta-se de várias formas. “Uma delas tem que ver com as condições do trabalho. As pessoas muitas vezes referem que há um problema de salário, mas há um outro conjunto de fatores. Por exemplo: para os jovens, hoje em dia, um dos fatores mais importantes é o horário de trabalho. Os jovens vêem os horários de trabalho de forma diferente do que víamos antigamente. Prezam muito ter tempo para realizar uma diversidade de coisas na sua vida, isso faz com que alguns sintam menos apetência por essas áreas. Há que trabalhar em conjunto com os empregadores para desmitificar algumas ideias que nem sempre correspondem à realidade do setor”, considera.
O presidente da ESHTE concorda com a ideia que é preciso dar mais reconhecimento às profissões. O problema não está na procura, já que das 430 vagas abertas para os cursos ministrados na ESHTE, há cerca de 2500 candidatos. Raúl Filipe dá o exemplo da função de cozinheiro. “Há 30 anos essa profissão era mal paga e tinha pouco reconhecimento. Há cerca de 10 anos era uma profissão já relativamente bem paga, mas ainda sem reconhecimento social e, neste momento, estamos numa situação em que os chefes são estrelas de cinema. É necessário assumirmos que o reconhecimento das profissões é importante”. Muto embora a taxa de empregabilidade à saída dos cursos seja de 100%, o presidente da ESHTE não tem tantas certezas sobre a taxa de retenção do setor. “Seria interessante termos um estudo para avaliar quantos destes alunos se mantêm a trabalhar no setor ao fim de 10 anos e a razão pela qual eventualmente não se mantêm”, sugere o responsável, apontando em seguida algumas razões. “Quem trabalha no turismo fica com um conjunto de competências tal que, com muita facilidade depois agarra noutras áreas onde é muito melhor pago. Temos o exemplo no passado de escolas de renome internacional, em que 80% dos alunos que concluíram os cursos foi ‘apanhado’ para a banca e seguros. Isso reflete que a formação em turismo é de tal forma abrangente que se pode trabalhar noutras áreas e ter outra qualidade de vida, não só em termos daquilo que é o salário e horários laborais”.

Mafalda Patuleia destaca a mudança de paradigma dos alunos que escolhem esta atividade, pois procuram cada vez mais o sentido prático do ensino. “Estamos num paradoxo: o que é que é suposto as universidades ensinarem e o que é suposto os politécnicos ensinarem? Um aluno quando escolhe um curso superior pergunta, à partida, qual é a componente prática do curso. É uma atenção que temos de ter a este assunto”, aponta a responsável do departamento de Turismo da Lusófona.

Sobre o tema da valorização das profissões, Mafalda Patuleia aponta um problema de base. “Portugal é um país de serviços, mas não temos a cultura do serviço. Quando assistimos a outros países que desde o ensino primário já têm o serviço incutido no ensino das crianças, percebemos que temos de fazer muito em relação a isso. O serviço não é bem visto em Portugal ainda.” Apesar de reconhecer que existe cada vez mais procura e formação de bons alunos, prova disso “é que à saída dos cursos, os estudantes vão para áreas completamente diferentes. Temos as grandes casas como a Louis Vuitton a recrutar os alunos de turismo”, Mafalda Patuleia defende igualmente o caminho da dignificação da profissão, seja ela qual for na área do Turismo. “É isso que os alunos essencialmente procuram numa licenciatura em Turismo”.

Oferta formativa vs mercado laboral

Nesta relação entre a oferta curricular e as necessidades do mercado de trabalho, nem sempre os dois lados estão em sintonia. Não é o caso dos intervenientes desta conversa que consideram que a componente prática nos cursos de turismo é essencial, mas nem sempre fácil de implementar.

Para a vice-presidente da APAVT, as escolas devem melhorar o “lado prático da formação”. “Gosto de contratar alguém que acabou de sair da escola ou que teve uma experiência muito curta e começamos sempre por lhes dar entre seis meses a um ano de formação. Infelizmente, na maior parte dos casos, são eles que saem, ao fim de 15 dias, ou acabamos por não renovar ao fim de seis meses ou um ano, porque não se conseguem adaptar à realidade do dia-a-dia”, constata. “Muitas vezes saem da universidade com aquela postura que são doutores, como tal, já sabem tudo. Mas como não têm conhecimento prático do que se faz no dia-a-dia, neste caso numa agência de viagens, ou têm vontade de aprender, se não têm e têm dificuldades com os horários, então é melhor irem para outra área. No turismo essa é uma questão fundamental, temos de trabalhar 24h por dia, se for preciso, sete dias por semana”, defende.

No caminho que é preciso fazer para adaptar os currículos à realidade laboral, as Escolas do Turismo de Portugal têm uma vantagem competitiva, como explica Ana Paula Pais. “Temos uma matriz essencialmente prática, porque o objetivo das nossas escolas é diferente de uma universidade ou de um politécnico. E também temos bastante autonomia para fazer essa adaptação. Em 2018, iniciámos um diagnóstico das necessidades das empresas e ouvimos mais de 150 empresas para fazer esse diagnóstico. Desenvolvemos grupos de trabalho, proximidade com as associações e com os seus associados. Este ano vamos mudar a nossa oferta de cursos profissionais, fazemo-lo com base nesse trabalho de diagnóstico com as empresas. Muitas das componentes que os nossos cursos têm hoje, desde a forma como estão organizados até aos conteúdos vêm dos imputs das empresas”, explica. Neste processo, Ana Paula Pais considera que há também um papel que cabe às escolas, “Temos de juntar esses fatores que as empresas apontam como essenciais, perceber quais as tendências do setor e fazer esse match, porque temos a obrigação de liderar e preparar os profissionais para os desafios futuros”. Em suma, a coordenadora das Escolas do Turismo de Portugal considera que há dois aspetos essenciais para adequar a oferta formativa ao mercado de trabalho: “Ouvir as empresas, as escolas têm de ter fórums regulares, ferramentas ou órgãos informais de auscultação das empresas e temos de trazer as empresas para as escolas. Neste momento, um terço dos nossos formadores são pessoas que simultaneamente trabalham no setor”. O outro fator prende-se com a metodologia de formação. “A formação on the job vai ter uma dimensão cada vez mais expressiva, não vamos ter jovens suficientes, até pelas questões demográficas do país, e aí vamos ter que trabalhar com as empresas para que a formação seja no local de trabalho e as escolas possam fazer a diferença em unidades muito especializadas”.

Para Ana Paula Pais, esta estrada tem dois sentidos: se por um lado, as escolas têm de criar espaço para acolher as empresas, por outro, as empresas têm de se disponibilizar e comprometer com a formação que é preciso ser feita para combater a taxa de saída do setor. “Podemos ter um problema com a atração de talento, mas temos um problema com a retenção também.

No Ensino Superior, a adequação dos programas curriculares é mais complexa e obedece a determinadas regras que são comuns às diferentes áreas de estudo. Todos os cursos do Ensino Superior, seja Medicina, Engenharia ou Turismo, têm de ser certificados pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), que define uma série de critérios. Um deles é determinar o número mínimo de docentes que deve pertencer ao quadro da instituição de ensino, assim como o número de docentes desse quadro que deve ser doutorado ou especialista. “Não temos nada contra isso”, começa por dizer Raúl Filipe, “mas em escolas como a nossa, em que privilegiamos muito o contacto com o mundo do trabalho e onde para nós é importante ter profissionais que estão no terreno, tenho receio que, se esta lógica muito académica continuar a evoluir, fiquemos cada vez mais limitados na possibilidade de contratar estes colegas”, considera.

O processo de adaptação dos currículos pode não ser fácil, até porque “todos os académicos estão de acordo que os cursos sejam reestruturados desde que a sua área científica não perca peso”, conclui o responsável. No entanto, a ESHTE já iniciou o processo de revisão curricular. “Posso dizer que encetámos este processo há um ano, estamos a três terços, há que ouvir muita gente e depois há que obedecer a uma série de regras da A3E’s, acho que a qualidade deve ser aferida e é importante que haja uma certificação, mas principalmente no turismo deve haver alguma flexibilidade porque a componente prática é muito importante”.

Mafalda Patuleia põe o dedo na ferida. “Estamos completamente constrangidos relativamente ao exercício da educação em Portugal. Para termos especialistas no nosso corpo docente, os profissionais têm de se submeter a provas públicas para estarem a lecionar dentro de uma academia. É isto que está acontecer. Não retirando o mérito, tem que haver exigência, rigor e a A3ES tem feito um trabalho importante neste caminho, mas o turismo não é uma área qualquer, não é ciência, não pode ser tratada como uma economia, uma história ou sociologia, tem características muito específicas, muito práticas que têm de ser salvaguardadas”, defende. “Não é por acaso que os alunos das universidades e dos politécnicos concorrem diretamente com as escolas profissionais. Muitas vezes entram os alunos do profissional e não entram os da licenciatura e não tem só a ver com a remuneração, mas também com a parte de aprendizagem e competências que não tiveram”, reconhece. “É bom que o mercado de trabalho saiba que não têm porque muitas vezes não temos professores, porque temos de fechar cada vez mais a porta aos professores que estão a trabalhar numa agência de viagens e que ao mesmo tempo têm ensinamentos práticos para dar nas academias. Não vejo essa realidade noutras escolas internacionais. Estamos a cair num constrangimento, num exagero relativamente a este tipo de profissionais, e depois temos o mercado de trabalho a dizer que esta componente não existe”, lamenta.

Licenciada em Turismo e Guia Intérprete, pelo Instituto de Novas Profissões (INP), Eduarda Neves conta que, nessa altura, muitas das disciplinas foram dadas por profissionais da área. Teve docentes que eram guias intérpretes ou agentes de viagens. “Isso agora não é possível e é uma falha”, considera. Para a responsável da APAVT, o INP era uma escola “extremamente inovadora, as pessoas que a fundaram e a geriram tinham uma visão fantástica do futuro, e foi a melhor escolha que podia ter feito”.

Para Eduarda Neves, existe ainda a questão dos estudantes conhecerem ao máximo as profissões e o que fazem as empresas do setor. “Na APAVT temos todo o tipo de agências de viagens. Temos agências retalhistas, que vendem ao público, ao balcão, temos agências que fazem corporate travel, fazem reservas de aviação e hotelaria para clientes que estão em viagens de negócio, temos os operadores turísticos, temos o incoming, com várias especificidades. Há uma variedade enorme de agências. Seria ótimo que os cursos com saídas profissionais para esta área contemplassem uma apresentação sobre o setor da distribuição para que os alunos percebam que saídas têm e se lhes interessa ou não”.

Fazer carreira no turismo

Como é que o turismo se pode tornar mais atrativo para as pessoas e evitar a fuga de mão-de-obra? É a pergunta que se impõe. Do lado do empregador, existe vontade de valorizar as profissões, considera Eduarda Neves. “Algo que é muito importante para nós mas onde encontramos alguma dificuldade é na formação ao nosso pessoal durante um ano de trabalho. Há falta de opções de formação contínua. Tento, no meu caso pessoal, fazer todos os anos formação à equipa, duas vezes por ano. Contrato empresas específicas para darem formação na empresa porque não posso correr o risco de inscrever as pessoas num curso, que depois não acontece porque não há gente suficiente inscrita. Faço inclusivamente formação no estrangeiro. Temos que valorizar as pessoas e temos que lhe dar algum tipo de estabilidade e mostrar que podem valorizar-se dentro da nossa empresa”.

Sobre a construção de carreira no turismo, Ana Paula Pais considera que, em geral, o setor do turismo é, provavelmente, um dos mais céleres para fazer uma carreira. “Temos setores onde as pessoas dificilmente chegam ao topo da liderança de uma empresa, se pensarmos na indústria em geral, é mais difícil”, defende. Para a responsável das Escolas do Turismo de Portugal, há um conjunto de características do setor do turismo que se podem utilizar para cativar mais as pessoas e aponta quais. “A celeridade na construção de uma carreira é um deles, quando a pessoa gosta deste setor, pode constituir carreira e sabe como fazê-lo. Depois, temos outros complementos que o empregador pode utilizar: dar formação – é dos setores com maior mudança, onde as pessoas têm de estar sempre a aprender. Isso é um fator que sabemos que constitui uma satisfação enorme, quando trabalhamos de forma rotinada muitos anos, cansamo-nos do nosso trabalho, somos todos tendencialmente assim”. Por outro lado, Ana Paula Pais aponta a diversidade de tarefas, como sendo algo que as empresas podem oferecer aos colaboradores e com isso criar “autonomia, responsabilidade, complementaridade de funções”. Em suma, “há uma série de fatores que caraterizam a própria atividade do turismo e que são em si mesmo fatores de atratividade para a profissão, seja ela uma profissão mais específica, ou outras mais abrangentes”, alerta. “Quando nós, escolas ou empresas, temos de atrair pessoas, temos de tornar esta atividade aliciante pelas suas características intrínsecas. O que julgo que falta às profissões do turismo é que as pessoas olham só para os detalhes negativos”. Na opinião de Ana Paula Pais, há muitas outras profissões com horários complicados, mas, “como têm uma notoriedade na sociedade, não olhamos para os aspetos negativos, olhamos para a nobreza dessa função e a sua função na sociedade”. “Hoje o setor do turismo tem uma função ímpar na sociedade e é isso que temos de promover junto dos jovens: entusiasmo em trabalhar num setor que é o motor da economia portuguesa. As pessoas no Turismo podem encontrar emprego em segundos, não há outro setor assim. Acredito que temos de trabalhar estas características, que são aliciantes no setor, para que consigamos depois, num trabalho contínuo entre escolas e mercado, organizar as profissões e colocar as pessoas onde precisamos delas. Mesmo assim vamos precisar de cativar pessoas fora do país, precisamos de mais pessoas do que as que temos no país”, alerta.

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ESHTE lança publicação “Competition Law in Tourism”

I Volume de Competition Law in Tourism, a primeira publicação internacional consagrada às leis da concorrência no setor do turismo, acaba de ser lançado pelo ESHTE e a fundação INATEL.

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A ESHTE e a fundação INATEL acabam de lançar o I Volume de “Competition Law in Tourism”, a primeira publicação internacional consagrada às leis da concorrência no setor do turismo, intervindo grandes especialistas mundiais em temas da atualidade.

Esta publicação atualizável, com 724 páginas, e em inglês, apresenta-se nos formatos papel e online: https://publications.eshte.pt/dir/clt/

Depois do enquadramento geral da concorrência no setor do turismo, o livro identifica os atores tradicionais e os mais recentes como as plataformas, intermediação, a evolução do mercado, as concentrações, práticas concertadas e decisões de associações de empresas. São identificados os acordos (horizontais e verticais), o abuso de posição dominante e as ajudas de estado.

A publicação destaca, igualmente, as leis antimonopólio no setor, mais especificamente nos aeroportos e companhias aéreas, os incentivos ao desenvolvimento de novas rotas, o transporte aéreo como um monopólio natural, slots, restrições à bagagem, cláusulas de paridade, redução de comissões e as regras concorrenciais da Organização Internacional da Aviação Civil.

No disruptor NDC um conjunto de especialistas aponta diferentes pontos de vista sendo que a própria IATA expressa a sua posição, encerrando-se com a matéria da locação turística e da economia colaborativa.

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Escolas do Turismo de Portugal abrem candidaturas para cursos a iniciar em março

Até 22 de fevereiro, estão abertas candidaturas para diversos cursos que começam a ser ministrados em março nas Escolas do Turismo de Portugal.

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Para cursos a iniciar em março, estão abertas candidaturas, até 22 de fevereiro, para oito das 12 Escolas do Turismo de Portugal.

Gestão e Produção de Pastelaria (EHT Viana do Castelo, EHT Setúbal, EHT Lisboa e EHT Oeste); Gestão e Produção de Cozinha (EHT Porto, EHT Estoril, EHT Lisboa e EHT Vila Real de Santo António); Gestão de Restauração e Bebidas (EHT Porto, EHT Coimbra, EHT Estoril e EHT Vila Real de Santo António); Culinary Arts (EHT Porto); F&B Management (EHT Porto); e Hospitality Operations Management (EHT Porto), são as formações previstas.

O processo de candidatura é online e gratuito para alunos nacionais e estrangeiros, em https://escolas.turismodeportugal.pt/p/15-dezembro-abertura-de-candidaturas/.

Os cursos vão realizar-se presencialmente, têm um programa de três semestres mais um estágio curricular, pelo que a conclusão da formação vai acontecer em fevereiro de 2024.

 

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RM HUB com novos quadros

A consultora hoteleira RM HUB acaba de contratar dois novos quadros para apoiar o setor. São eles, Pedro Silva e Ana Fonseca, que vão ocupar os cargos de Cluster RM e Revenue Manager Analyst, respetivamente.

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Pedro Silva e Ana Fonseca são os dois profissionais que acabam de iniciar funções na consultora hoteleira RM HUB.

A empresa surgiu no mercado em 2018 com o objetivo de garantir aos seus clientes uma recuperação rápida e eficaz, minimizando o prejuízo que a pandemia trouxe ao setor hoteleiro.

A nova insígnia junta três marcas: a RM Academy, academia de formação em Revenue Management em Portugal, onde são disponibilizadas ferramentas de gestão que os hotéis podem utilizar para otimizar e maximizar os lucros gerados; a RM All-In-One que presta serviços de consultoria; e a RM Accelerate, departamento comercial que os hotéis podem contratar em outsourcing.

Pedro Silva é o novo Cluster RM e conta com nove anos de experiência em Revenue Management no Intercontinental Palácio das Cardosas.

 

Já Ana Fonseca, a segunda entrada para a empresa, conta com oito anos de experiência na Accor, IHG e, mais recentemente, no grupo Maison Albar, na área de Revenue Management e Reservas, e veio ocupar a posição de Revenue Manager Analyst.

Neste momento a empresa conta com mais de 50 clientes em países como Portugal, Espanha, Grécia, Áustria, Reino Unidos e Brasil.

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Programa Tourism Explorers regressa a Coimbra em 5ª edição

O Tourism Explorers, considerado o maior programa nacional de criação e aceleração de startups na área do turismo está de regresso a Coimbra pelo 5º ano consecutivo, pelas mãos da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, mas também disponível em cidades como Caldas da Rainha, Faro, Lisboa e Porto.

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O considerado maior programa nacional de criação e aceleração de startups na área do turismo está de regresso a Coimbra, pelo 5º ano consecutivo, pelas mãos da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra.

O Tourism Explorers, que se propõe descobrir e apoiar as melhores ideias e startups para inovar o setor do turismo, decorre este ano nas cidades, não só Coimbra, mas também Caldas da Rainha, Faro, Lisboa e Porto. Serão, assim, estes os polos de inovação que durante os meses de fevereiro e março vão juntar esforços para renascer e revolucionar o turismo.

Trata-se de um programa lançado pela Fábrica de Startups, com o apoio do Turismo de Portugal no âmbito do programa FIT 2.0 – Fostering Innovation in Tourism.

A participação é gratuita e as inscrições estão abertas para a ideação e para aceleração, até 6 e 20 de fevereiro, respetivamente, em www.tourismexplorers.pt.

“Esperemos que as novas startups, nesta 5ª edição, sintam o entusiasmo de desenvolverem negócios com capacidade nacional e internacional.”, diz António Lucena de Faria, fundador e CEO da Fábrica de Startups.

Por sua vez, Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, afirma que “com o apoio ao Tourism Explorers esperamos contribuir para o surgimento no território nacional de projetos e soluções disruptivas, que transformem o setor do turismo e se projetem internacionalmente, tornando a atividade turística mais competitiva, inovadora e mobilizadora de investimento”.

Este ano, o Tourism Explorers volta a decorrer em formato presencial e conta com o apoio dos seus formadores e parceiros locais na transmissão e acompanhamento dos bootcamps em todas as cidades participantes, e na garantia de uma experiência segura através do cumprimento das normas de higiene sanitárias recomendadas pela DGS.

Durante a Ideação, os participantes vão ter a oportunidade de encontrar soluções inovadoras para aqueles que são os novos desafios do setor. Na Aceleração, as startups vão testar e validar o seu modelo de negócio.

Entre as novidades, está o acesso à Fabstart Academy, uma plataforma interativa através da qual os participantes poderão aceder a materiais, realizar e publicar os seus exercícios para serem revistos pela equipa do programa.

Refira-se que as últimas quatro edições registaram 2.549 candidaturas, 449 startups e 1.213 participantes que a Fábrica de Startups e o Turismo de Portugal apoiaram na criação de negócios de sucesso, através uma rede única de mentores nacionais e internacionais, parceiros especialistas no setor e investidores.

Lançado em 2017, o Tourism Explorers já envolveu mais de 730 empreendedores, espalhados por 17 cidades, e contribuiu para o desenvolvimento de mais de 290 startups.

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EHT de Coimbra abre candidaturas para curso de Gestão Hoteleira e Alojamento

A Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra abriu candidaturas, em formato online e até ao dia 22 de fevereiro, para o curso de Gestão Hoteleira e Alojamento.

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Estão abertas, até 22 de fevereiro, as candidaturas ao curso de Gestão Hoteleira e Alojamento na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra (EHTC).

Este curso de especialização tecnológica, com duração de 18 meses, contando com três meses de estágio curricular em entidades turísticas de renome nacional e internacional, pretende dar resposta às necessidades do mercado turístico, com a crescente solicitação de profissionais habilitados.

Refira-se que, face aos desafios prementes as 12 escolas da rede do Turismo de Portugal têm vindo a introduzir mudanças significativas na sua organização e metodologia de formação. Forçadas a uma mudança repentina e confrontadas com a necessidade de criar soluções, as escolas reforçaram os seus projetos de transformação digital, criando soluções de ensino à distância que serão uma componente para as mudanças introduzidas no presente ano letivo.

Através da disponibilização de percursos mais flexíveis, que conjugam formação online e formação presencial, pretende-se reduzir os períodos de permanência física na escola, garantindo igualmente a qualidade do processo formativo, sempre em caso de necessidade e por indicação das autoridades de saúde.

As candidaturas às Escolas do Turismo de Portugal, através de um processo exclusivamente online e gratuito, deverão ser efetuadas em: https://escolas.turismodeportugal.pt/ .

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InovaRia lança três cursos para ativos da área o turismo

As candidaturas estão abertas para três cursos especialmente pensados para os ativos do setor do turismo da região de Aveiro. Quem os promove é a InovaRia- Rede de Inovação em Aveiro, em parceria com a UNAVE.

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A InovaRia- Rede de Inovação em Aveiro, promove, a partir do dia 17, três cursos-piloto pensados especialmente para os setores dos serviços de turismo da região. As candidaturas já estão a decorrer.

Estas formações são financiadas pelo programa comunitário UIA – Urban Innovation Actions, ao abrigo do projeto Aveiro Steam City / Observatório do Emprego.

O curso “Fundamentos da digitalização de serviços e processos na área do Turismo”, começa no dia 17 janeiro, enquanto “Marketing de conteúdo para as empresas da área do Turismo”, tem início a 31 janeiro. A formação que permite “Noções Gerais de Redes Sociais e Gestão de Presença na área do Turismo”, tem início marcado para 14 de fevereiro.

Os cursos não têm qualquer custo para os formandos, por contarem com financiamento comunitário, mas estão sujeitos a candidatura, que os interessados (trabalhadores no ativo), devem fazer, o mais rápido possível, em https://www.unave.pt/?formacao=info-uia-inovaria, pois o número de vagas é limitado.

A UNAVE- Associação para a Investigação e Formação Profissional da Universidade de Aveiro é a entidade formadora contratada para a realização destes cursos.

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Faltam preencher 85.000 empregos no setor das viagens e turismo em Portugal em 2021, revela WTTC

O WTTC admite que, uma em cada seis vagas, não serão preenchidas no setor das viagens e turismo, em Portugal, neste ano de 2021.

Victor Jorge

Uma nova análise do World Travel & Tourism Council (WTTC) revela uma significativa escassez de mão-de-obra em Portugal, com 85.000 empregos em falta no setor das viagens e turismo e a necessitarem de serem preenchidos até ao final deste ano.

Os novos números “preocupantes” do WTTC, que representa o setor privado global das viagens e turismo, mostram pela, primeira vez, o impacto “significativo” que a falta de pessoal pode ter na recuperação económica geral de Portugal.

Os dados compilados pela Oxford Economics para o WTTC analisaram a falta de pessoal em Portugal e em outros mercados importantes nas áreas das viagens e turismo, incluindo os EUA, Espanha, Reino Unido, Itália e França, com foco no período entre julho-dezembro de 2021 e 2022.

“Todos os países apresentaram escassez significativa de pessoal, com a procura de emprego a começar a superar a oferta de mão de obra disponível”, refere o WTTC em nota de imprensa.

À medida que as taxas de desemprego diminuem e a procura aumenta, as empresas de viagens e turismo têm lutado para preencher as vagas de emprego disponíveis, com o relatório do WTTC a revelar que o setor, em Portugal, “até um em cada seis empregos no país permanecerá por preencher devido à escassez de mão de obra”.

Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, salienta que “a recuperação económica de Portugal pode ser prejudicada se não tivermos pessoas suficientes para preencher esses empregos com o regresso dos viajantes”, admitindo mesmo que, o não preenchimento destas vagas, poderá “ameaçar a sobrevivência dos negócios” no setor das viagens e turismo em todo o país.

“As empresas que dependem do turismo têm estado a aguentar”, diz Julia Simpson, salientando que “este é apenas mais um golpe ao qual muitos podem não sobreviver”.

O órgão global de turismo também alerta para as recentes reposições das restrições de viagens que diz serem “prejudiciais”, frisando que estas medidas “não impedem a propagação do vírus”. Aliás, o WTTC admite que estas restrições “apenas atrapalham a recuperação do setor e aumentam o problema já significativo com a escassez de mão de obra”.

Salientando a política de emprego implementado pelo Governo português, o WTTC diz que os apoios  financeiros “salvaram empresas e empregos em todo o país”.

No entanto, apesar deste apoio tão necessário, “92.000 pessoas que trabalham diretamente no setor das viagens e turismo em Portugal perderam o seu emprego no ano passado”, destaca o  WTTC.

O “Relatório de Escassez de Pessoal” do WTTC mostra que, à medida que a procura por viagens começou a se crescer durante o segundo semestre de 2021, especialmente durante os meses de verão devido à flexibilização das restrições, “aumentou a pressão sobre o setor após meses de limitação à atividade e a oferta de trabalho foram incapazes de corresponder à crescente procura de trabalho”.

Daí o WTTC chegar à conclusão que, com este aumento na procura, a escassez de mão de obra deve chegar a 85.000 pessoas, o que equivale a uma em cada seis vagas não preenchidas”.

No próximo ano, espera-se que o mercado de trabalho permaneça “apertado” com uma nova previsão de escassez média de 53.000 trabalhadores, causando mais danos ao setor em crise.

O relatório do WTTC descreve soluções para governos e empresas enfrentarem a crise iminente de escassez de mão de obra, reconhecendo o impacto da políticas de apoio.

Isso inclui a “facilitação da mobilidade laboral e do trabalho remoto, fornecimento de redes de segurança social, qualificação e requalificação da força de trabalho e retenção de talentos e criação e promoção de educação e aprendizagem”, admite o WTTC.

O relatório do organismo de turismo global revelou o impacto “devastador” que a COVID-19 teve no setor de viagens e turismo, com 62 milhões de empregos perdidos em todo o mundo.

O WTTC diz que a falta de pessoal representa um “grande problema” para o setor global de viagens e turismo e, embora as questões de oferta e procura devam ajustar-se gradualmente durante 2022, o problema, provavelmente, “permanecerá e precisa ser resolvido com urgência”.

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Victor Jorge

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Turismo de Portugal e Arábia Saudita estabelecem parceria no domínio da formação

O modelo formativo da rede de Escolas do Turismo de Portugal vai ser implementado na Zdak Culinary Academy, da Arábia Saudita, ao abrigo de um protocolo de cooperação.

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O Turismo de Portugal, através da sua rede de Escolas, vai partilhar experiência formativa, métodos de ensino, conteúdos e estrutura programática dos cursos com a Zadk Culinary Academy, da Arábia Saudita, ao abrigo de um acordo estabelecido esta terça-feira.

O objetivo desta parceria, no futuro, é criar uma Certificação Internacional que permita a partilha de alunos entre os dois países.

Este protocolo, segundo nota de imprensa do Turismo de Portugal, pretende acrescentar valor às duas instituições, e aos alunos e profissionais a envolver, visando ainda a certificação, por parte do Turismo de Portugal, da formação lecionada na Zadk Culinary Academy.

Além da formação profissional certificada pelo Turismo de Portugal, outro dos objetivos é a criação de um Hotel-Escola, e que permitem complementar o conteúdo teórico dos cursos com o ensino experiencial e prático.

Paralelamente, esta parceria vem reforçar as relações institucionais entre os dois países, promovendo Portugal e o nosso turismo na Arábia Saudita, através da Zadk Culinary Academy e das suas relações privilegiadas que permitirão conhecer melhor a cultura e os projetos naquela parte do globo.

A Zdak Culinary Academy é uma instituição privada sem fins lucrativos, com ligações às instituições governamentais do Reino da Arábia Saudita.

O turismo passou a ser uma prioridade para o investimento neste país, existindo um grande potencial de crescimento ao nível da qualificação dos recursos humanos, onde a Zadk Academy tem um papel importante por ser a primeira “Culinary Academy” na Arábia Saudita e, também, a primeira a lecionar para ambos os géneros, sendo muito procurada por entidades governamentais e privados para apoio ou gestão de projetos ligados ao turismo, refere o comunicado.

 

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Candidaturas a cursos nas Escolas do Turismo de Portugal até 22 de fevereiro

As candidaturas para alunos nacionais e internacionais que queiram frequentar cursos nas Escolas do Turismo de Portugal, para o ano letivo que se inicia a 07 de março de 2022, decorrem até 22 de fevereiro.

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Decorrem até 22 de fevereiro de 2022 as candidaturas para alunos nacionais e internacionais que queiram frequentar cursos nas Escolas do Turismo de Portugal, para o ano letivo que se inicia a 07 de março.

De acordo com o site oficial do Turismo de Portugal, são cerca de 270 as vagas abertas para nove Escolas, com dois Cursos de Especialização Tecnológica (CET) a ser lecionados em língua estrangeira.

Devido ao atual contexto de pandemia da Covid-19, a rede de escolas do Turismo de Portugal adaptou-se a esta nova realidade, passando todo o processo de candidatura para os cursos de nível 4 e de nível 5, a ser feito via online.

Da mesma forma, os percursos formativos têm vindo a ser também ajustados a essa realidade e procurando responder com inovação, criatividade e flexibilidade às necessidades dos alunos e dos profissionais do turismo.

 

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Bolsa de Empregabilidade: empresas têm condições especiais até sexta-feira

As empresas que pretendem contratar na Bolsa de Empregabilidade 2022 têm até sexta-feira para se inscreverem e poderem usufruir de condições especiais.

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As condições especiais para as empresas que pretendem contratar na Bolsa de Empregabilidade 2022, promovida pelo Fórum Turismo, terminam esta sexta-feira, dia 10.

Com a inscrição na feira de Lisboa, que decorre nos dias 18 e 19 de março do próximo ano na BTL, as empresas ganham automaticamente acesso à feira de emprego do Porto, que terá lugar a 06 de abril no Palácio da Bolsa, sem qualquer custo adicional.

Para usufruir destas condições especiais as empresas interessadas devem fazer a sua pré-inscrição no website da Bolsa de Empregabilidade, sem compromisso dado que não exige o pagamento imediato da inscrição.

Até ao momento, 63 empresas, entre elas, o Pestana Hotel Group, Vila Galé, Lisbon Marriott Hotel, Sublime Comporta, Sonae Capital, MCdonalds, e Timing, têm presença garantida nas duas feiras.

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