O renascer de um ícone da hotelaria algarvia

Por a 26 de Junho de 2019 as 14:31

O Tivoli Marina Vilamoura é imagem frequente dos cartões postais de Vilamoura. A unidade tornou-se numa referência da hotelaria neste destino e também na região. Fruto de um investimento do grupo Minor, que comprou em 2016 a Tivoli Hotels & Resorts, a unidade foi alvo de diversas mudanças e investimentos, o maior deles foi a construção do novo centro de congressos do Algarve, infraestrutura que serve a unidade e toda a região. Mais há mais novidades. Desde o spa aos restaurantes, passando pelo clube de praia, o Purobeach. Foi para conhecer estas novidades que visitámos o hotel e centro de congressos.
A visita foi conduzida por Hugo Gonçalves, diretor geral da unidade. Chegou ao Tivoli Marina Vilamoura em Janeiro de 2018 como diretor residente, depois de um percurso sólido que inclui resorts de referência como Pine Cliffs a Luxury Collection Resort e, anteriormente, o Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort.
A missão era erguer todos os projetos em planeamento, mas também alterar procedimentos com o objetivo de colocar o hotel num nível de serviço de excelência de cinco estrelas. “Vamos trazer novamente o Tivoli Marina ao patamar de grande ícone de Vilamoura”, refere.
Melhorar o serviço ao cliente e atrair outro tipo de segmento de luxo implica trabalhar com uma equipa que é “bastante leal” à marca – 60% trabalha há mais de dez anos na empresa. Além do investimento de 10 milhões no centro de congressos, aberto em outubro de 2018 e da aposta nos dois espaços do Purobeach (praia e piscina), que também foram de alvo de um investimento de um milhão de euros, Hugo Gonçalves destaca ainda o investimento feito em toda a estrutura operacional do hotel. A cozinha, com 1400 metros quadrados, está a ser remodelada, e quando o projeto estiver concluído, “será uma das melhores e maiores cozinhas do país”. “A Minor veio trazer a vertente financeira, que permitiu apostar nas pessoas, na sua formação e condições de trabalho, e no próprio hotel”, refere.
A sazonalidade também é um desafio para o diretor e toda a equipa. “Comprometi-me que não fecharíamos no Inverno. Em 2017, criámos um programa para a época festiva e em 2018 não fechámos o hotel e a nossa ocupação foi fantástica. Isso foi possível, também derivado ao hotel ter aberto de 2017 para 2018, porque os lojistas também estavam abertos. O hotel não pode ser uma ilha, o destino tem de trabalhar como um todo. Se temos um cliente cá sete dias, não vai ficar sete dias dentro do hotel”, refere.
Não faltam argumentos para manter o hotel aberto todo o ano. Mas Hugo Gonçalves fala sempre na ótica do destino. Com o novo centro de congressos do Algarve, o diretor acredita que é possível combater a sazonalidade da região.

Centro de Congressos do Algarve

Versátil, funcional e multifacetado. Assim se define o novo Centro de Congressos do Algarve. Contíguo ao Tivoli Marina Vilamoura e com uma entrada própria pela marina, o equipamento assume-se com um centro de congressos que serve toda a região e não apenas a unidade.
O projeto para erguer um centro de congressos junto ao Tivoli Marina Vilamoura é anterior à venda da cadeia Tivoli, mas só foi possível concretizar depois da aquisição em 2016 do grupo pela Minor Hotels. No projeto original, não estava pensado um espaço com a diversidade de equipamentos e salas de que o centro dispõe. Os sete mil metros quadrados que compõem o espaço são convertíveis em salas com 2 mil metros quadrados, 500 m2 com zonas de breakouts e os terraços têm acessos próprios, o que torna o espaço tão versátil quanto o cliente desejar.
Desde que abriu, já foi palco de eventos internacionais de grande dimensão, de empresas como a MacDonald’s ou Xerox. Quanto aos eventos nacionais, o espaço recebeu em maio o Congresso Nacional de Cardiologia que, entre outras atividades, promoveu uma aula de suporte básico de vida para 1500 pessoas no terraço do centro de congressos, com capacidade para três mil pessoas.
Hugo Gonçalves destaca o facto de não existir um equipamento com as mais-valias do centro de congressos do Algarve, noutro destino europeu com as mesmas características de Vilamoura. Além da capacidade de salas do equipamento, a envolvente e o facto de estar a ‘walking distance’ de diversas unidades hoteleiras conferem uma singularidade difícil de igualar.
“Este equipamento é uma âncora para a região do Algarve, e sendo assim, a sazonalidade passa a ser um mito. Temos uma infraestrutura que nos permite fazer qualquer tipo de evento 365 dias por ano. Não só eventos da Minor, como também de qualquer outra entidade, como por exemplo, ativações de concertos, eventos culturais, alguns eventos que já se realizam no município de Loulé como o Festival de Jazz. O Centro de Congressos do Algarve foi pensado e atribuído o nome para ser um espaço independente, tem o seu site, contactos e gestão comercial própria, para que todo o Algarve possa usufruir do espaço”, refere o diretor.

A abertura do centro de congressos teve impacto na operação do hotel, quer ao nível da ocupação, como também ao nível das receitas e do preço médio. “O Centro de Congressos do Algarve alterou completamente o paradigma e o mercado que estava enraizado neste hotel. O lazer e golfe sempre foram segmentos muito fortes. Os eventos tinham uma dimensão mais pequena. Agora, o MICE vai ser o segmento principal do hotel (40%).” Com a abertura do equipamento, o hotel estima um crescimento de 20% de roomnights este ano e uma subida de receitas significativa.
Uma vez que o equipamento encontra-se este ano 100% funcional e implementado no mercado, o objetivo é aumentar a procura internacional. “A nível europeu, duvido que haja uma infraestrutura similar. É a estrutura mais bonita e funcional que existe dentro deste contexto de centro de congressos associado a um destino como Vilamoura, nem Cannes, nem Nice terão um espaço como este”. O objetivo é que a ocupação chegue aos 70 a 80%. “Estamos a falar de vários espaços que podem ter uma panóplia de serviços distintos na sua utilização, quer seja um casamento ou uma reunião, congresso, ou exposição de um produto”.
A abertura do centro de congressos também teve impacto na criação de emprego. “Passámos para uma média de 360 colaboradores quando há dois anos tínhamos cerca de 200”.

Lakeside, restaurantes e Spa

Para complementar a oferta dirigida ao segmento de eventos, o Tivoli Marina Vilamoura criou ainda o Lakeside, localizado nos jardins do hotel. Com acesso próprio, o espaço é ideal para a realização de casamentos, jantares e banquetes. Tem capacidade para 3000 pessoas em cocktail.
Quanto aos restaurantes, cinco no total, mais três bares, apresentam duas novidades este ano. A abertura do Glee Boutique Café. Localizado no lobby do hotel, é um espaço inspirado na pastelaria francesa onde vai ser possível experimentar macarons e éclairs. O Canela Bar vai dar lugar ao Argo, que vai passar a ser um bar só noturno, com aposta na coquetelaria.
Com abertura prevista para 15 de junho, está de regresso o Sky Valley. O espaço dedicado à gastronomia japonesa está situado na varanda do Centro de Congressos do Algarve, com vista para a marina, e é uma aposta para os meses de verão.
Dos restaurantes para o wellness, o spa do Tivoli Marina Hotel também foi remodelado e foi aqui que nasceu o conceito Tivoli Shape, que poderá ser replicado noutras unidades do grupo. O conceito prevê a possibilidade de alugar uma sala de ginásio e treinar com um personal trainer.

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