Mercado espanhol duplicou em Portugal no mês da Páscoa

Por a 17 de Junho de 2019 as 11:50

Depois de um mês de março com algumas nuvens, abril veio mudar o paradigma e aquecer os principais indicadores hoteleiros nacionais. O número de turistas que visitou Portugal disparou e o número de hóspedes no setor do alojamento turístico atingiu os 2,3 milhões (+9,1%). Registaram-se ainda 5,8 milhões de dormidas, uma subida de 9,5% face a 2018, revelam  os dados divulgados esta segunda-feira, 17, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Todos os indicadores estiveram em terreno positivo impulsionados pelo efeito Páscoa. A estada média fixou-se nas 2,57 noites (+0,4%) e a taxa líquida de ocupação aumentou 1,9 p.p para 48,7%. Os proveitos atingiram os 331,5 milhões de euros, um crescimento de 9,6% face a período homólogo. Os proveitos de aposento estiveram na mesma linha de crescimento (+10,3%), atingindo os 245 milhões de euros.

Feitas as contas, os 1,7 milhões de dormidas de residentes  (+16%) ajudaram a engordar os resultados bem como os 4,2 milhões de dormidas de estrangeiros (+7,1%). A surpresa veio do país vizinho com uma afluência de turistas espanhóis em solo nacional pouco usual para o período da Páscoa. De acordo com o boletim informativo do INE, em abril, o mercado espanhol cresceu 55,7%, representando 11,3% do total do bolo de turistas estrangeiros. Desde o início do ano a presença deste mercado aumentou  4,5% em terras lusas.

O mercado britânico cresceu 2,2% no período em análise e 2,5% no conjunto dos quatro primeiros meses do ano. Do lado contrário, esteve o mercado alemão que viu as dormidas recuarem 3,7% em abril bem como os turistas franceses que diminuíram ligeiramente (-0,5%). A crescer continuam os mercados brasileiro (+10,2%), o canadiano (+30,2%) e o norte-americano (+18,8%).

Olhando para o mapa nacional, o Algarve foi a região mais escolhida pelos turistas com 1,8 milhões de dormidas. Em segundo lugar esteve a  AM de Lisboa com 1,6 milhões de dormidas. Em terreno negativo esteve apenas a RA da Madeira que  registou 608 mil dormidas, uma quebra de 5,2%.

 

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