Companhia aérea da Globalia no Brasil deve ser low cost

Por a 11 de Junho de 2019 as 15:01

O presidente da Globalia, Juan José Hidalgo, revelou que a companhia aérea que o grupo espanhol se prepara para lançar no Brasil deverá ser uma low cost, defendendo que o modelo de negócios das companhias de baixo custo tem diversas vantagens.

De acordo com o jornal espanhol Hosteltur, o presidente do grupo espanhol, que foi a primeira empresa estrangeira a obter uma licença para realização de voos internos no Brasil, considera que o modelo low cost é o melhor para o início das atividades da companhia aérea no mercado brasileiro, já que “tem vantagens, ao incorporar jovens pilotos e tripulantes”.

Juan José Hidalgo lembra que, para lançar uma nova companhia aérea, é necessário “fazer os estudos de mercado e desenhar um plano de negócios a cinco anos, no mínimo, e ver as possibilidades de crescimento”, com o responsável a alertar para os riscos deste negócio, caso exista um fraco planeamento.

“É preciso fazer as coisas com segurança e também devemos analisar o que levou uma companhia tão bem implantada no mercado brasileiro como a Avianca Brasil à quebra. No podemos correr esse risco”, advertiu o responsável, que é pai de Javier Hidalgo, atual CEO do grupo.

Depois de ter conseguido a licença para realizar voos internos no Brasil, a Globalia vai agora criar uma “nova infraestrutura, com um novo nome, novos aviões e novo pessoal”, tendo como base uma análise de possíveis rotas, processo que está ainda numa fase inicial, até porque é necessário adquirir aviões, já que a Air Europa, companhia do grupo que realiza voos à partida de território espanhol, não conta com aparelhos disponíveis, que possam ser cedidos à nova transportadora.

Em relação aos aviões, Juan José Hidalgo revelou ainda que a Globalia está, neste momento, a decidir quais os aparelhos mais indicados para a nova companhia aérea, se os Embraer, se os A320 ou ainda os B737 Max, que continuam, no entanto, impedidos de voar por tempo indeterminado.

“É uma incógnita se podem voltar a voar ou se será o Airbus o protagonista dos novos pedidos, por enquanto, é muito cedo para comentar”, disse ainda Juan José Hidalgo.

 

 

 

 

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