CLIA diz que proibição de viagens entre EUA e Cuba põe em causa 800 mil reservas

Por a 6 de Junho de 2019 as 11:07

A proibição de viagens entre os EUA e Cuba, decretada na terça-feira, 4 de junho, pelo governo norte-americano, vai afetar cerca de 800 mil reservas de cruzeiros, estima a CLIA – Associação Internacional de Linhas de Cruzeiros, segundo comunicado.

“Sem aviso, os membros da CLIA são obrigados a cancelar imediatamente todos os cruzeiros para Cuba”, refere o comunicado enviado pela CLIA à EFE e que é citado pela Lusa, onde se estima a decisão venha a afetar cerca de 800 mil reservas para viagens que já estavam programadas ou em curso, incluindo as que estavam já “previamente aprovadas” pelo Governo norte-americano.

A CLIA lembra ainda que as reservas foram feitas no âmbito de uma licença geral emitida pelo governo norte-americano, na altura presidido por Barack Obama, e que “autorizava as chamadas viagens “de cidade para cidade” para Cuba”.

A CLIA alerta ainda que, com as novas sanções, viajar dos EUA para Cuba passou a ser “ilegal”, sem revelar, no entanto, qual será o impacto financeiro associado às novas medidas e aos cancelamentos que se prevêem.

Do lado das empresas de cruzeiros, apenas se sabe que informaram os clientes que não podem realizar as viagens e que estão a avaliar o impacto da medida, sem adiantarem ainda uma alternativa.

Recorde-se que, na passada terça-feira, os EUA impuseram novas sanções contra Cuba proibindo, para além de viagens culturais e educacionais em grupo para a ilha, a exportação de barcos e aviões privados e comerciais.

 

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