Ministério do Turismo seria “passo qualificante e qualitativo” daquilo que o setor representa

Por a 23 de Maio de 2019 as 18:02

O presidente do Turismo Centro de Portugal (TCP), Pedro Machado, voltou a apelar à criação de um Ministério do Turismo no próximo quadro legislativo, considerando que esse seria um “passo qualificante e qualitativo daquilo que representa o turismo em Portugal”.

“Acho que existem condições, já o tinha dito há uns tempos a esta parte. Tive algumas reações de ex-secretários de Estado que olhavam para esta como uma ambição um bocadinho desmedida, mas, hoje, quando percebemos que a esfera da economia portuguesa assenta numa comunidade que presta serviços e que o turismo é a principal indústria que, hoje, exporta serviços, acho que está mais do justificado”, disse o responsável aos jornalistas, no final do 6.º Fórum  de Turismo Interno Vê Portugal, em Castelo Branco.

Pedro Machado aponta a transversalidade do setor como outra das razões que justificariam a criação do ministério, já que, afirmou, “o turismo tem uma transversalidade que nenhum outro setor tem”.

“Tem uma transversalidade direta com o setor primário, desde o produtor até ao restaurante; tem uma transversalidade no setor secundário, estamos a falar dos serviços e somos essencialmente uma área de serviços; e tem uma enorme transversalidade com o setor terciário, quando pensamos, por exemplo, na qualificação dos recursos. Portanto, que outro setor mereceria mais a assunção clara de uma identidade e de uma idoneidade própria, que era um ministério do turismo?”, acrescentou.

Questionado sobre se as regiões sentem a falta de um Ministério do Turismo para trabalhar, o responsável respondeu que não, mas que  sente a “falta do turismo ter o lugar que lhe é devido, dentro daquilo que é a estratégia e a esfera do Estado”.

“Não sinto a falta de um ministro para trabalhar, felizmente, trabalhamos e bem. Não sinto a falta de um ministro que venha dizer às regiões aquilo que elas devem fazer, mas sinto a necessidade de uma convergência nacional, que dê ao turismo a importância que ele devia ter. E isso interpreto que poderia e deveria ser corporizado na figura de um ministério”, explicou.

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