Carnaval condicionou resultados do alojamento turístico em fevereiro

Por a 15 de Abril de 2019 as 12:38

As unidades de alojamento turístico nacionais receberam 1,4 milhões de hóspedes e 3,3 milhões de dormidas em fevereiro, números que traduzem diferentes realidades, já que o total de hóspedes subiu 2,9%, enquanto as dormidas desceram 1,0%, o que, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), se ficou a dever ao Carnaval.

“É de salientar que os resultados estão condicionados pelo efeito base, dado que em 2018 o Carnaval ocorreu em fevereiro, enquanto em 2019 estas festividades decorreram em março.”, aponta o INE, no relatório divulgado esta segunda-feira, 15 de abril, relativo à atividade turística de fevereiro.

Na hotelaria tradicional, que se manteve como o tipo de alojamento preferido, representando 85,2% do total, as dormidas desceram 1,3% em fevereiro, enquanto no alojamento local (que representou 12,9% do total) cresceram 3,1%, com o destaque pela negativa a ir para as unidades de turismo no espaço rural e de habitação (que representaram 1,8% do total), onde as dormidas recuaram 10,2%.

Quanto a mercados, a maior descida foi registada no mercado interno, já que as dormidas dos residentes caíram 2,6%, para cerca de um milhão de dormidas, ainda que também as dos não residentes tenham descido 0,2%, somando 2,3 milhões de dormidas.

Por nacionalidades, as maiores quebras foram registadas entre os turistas provenientes da Alemanha e Brasil, que apresentaram descidas de 11,8% e 10,2%, respetivamente, ainda que também os mercados espanhol e francês tenham descido 4,5% e 0,6%.

A subir esteve o mercado do Reino Unido, que aumentou 2,1% no mês de fevereiro, assim como dos EUA, que registou um aumento de 32,2%, seguindo-se a Irlanda, onde a subida foi de 20,9%, e a China, que cresceu 14,5%.

Relativamente à estada média, fevereiro trouxe uma descida de 3,8%, fixando-se nas 2,42 noites, com o INE a atribuir a descida às reduções “quer dos residentes (-2,5%), quer dos não residentes (-5,5%)”, enquanto a taxa de ocupação caiu 1,5 pontos percentuais, passando para os 33,5%.

Já os proveitos voltaram a subir, ainda que de forma mais branda, já que o aumento registado em fevereiro foi de 4,4% ao nível dos proveitos totais, que chegaram aos 172 milhões de euros, e de 2,8% nos proveitos por aposento, que somaram 119,8 milhões de euros. O RevPar, por sua vez, situou-se nos 27,3 euros, o que corresponde a um ligeiro aumento de 0,1%.

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