Opinião| Os passageiros aéreos têm direitos e devem lutar por eles

Por a 11 de Abril de 2019 as 13:12

Voos cancelados, atrasados ou sujeitos a perturbações são um cenário habitual nos aeroportos. Só no ano passado, milhões de pessoas foram afetadas por este pesadelo – o ano ficou conhecido como o mais negro na história das perturbações em voos. Em 2019, com a incerteza do Brexit, a perspetiva de novas greves nas companhias aéreas, a falta de pilotos e de controladores aéreos e o tráfego congestionado nos principais aeroportos, estão reunidas as condições para um ano ainda mais atribulado. Neste cenário de caos anunciado, coloca-se a questão: estarão as companhias aéreas e os aeroportos a tomar medidas suficientes para responder às exigências e salvaguardar o bem-estar dos passageiros aéreos?
Muitos aeroportos precisam de introduzir melhorias, como adicionar ou ampliar pistas e aperfeiçoar a gestão de horários. Alguns de menor dimensão podem necessitar de acrescentar terminais reservados a voos internacionais para agilizar os processos alfandegários. Por sua vez, as companhias aéreas podem usar aeronaves maiores, disponibilizando mais lugares por rota e eliminando a necessidade de voos extra. Devem contratar mais pilotos e melhorar as condições de trabalho da tripulação, a fim de evitar novas greves.
Os passageiros também devem assumir um papel mais ativo em seu favor – mais do que nunca, é importante que estejam conscientes dos seus direitos e não assumam o caos como uma normalidade. Muitos não sabem que atrasos e cancelamentos de voos podem dar direito a uma compensação de até 600 euros por pessoa – em 2018, mais de 10 milhões de pessoas no mundo tiveram direito compensações, das quais 340 mil em Portugal.
A maioria dos consumidores raramente toma medidas contra as companhias aéreas, quer por desconhecimento dos seus direitos (como acontece com 85% dos cidadãos da UE), quer por se sentirem desencorajados com a complexidade ou os custos de submeter um pedido de compensação. É necessário continuar a fazer valer os direitos dos passageiros. É aqui que a AirHelp centra a sua atuação, assente no modelo de negócio “Justiça como um serviço”. Este modelo baseado na Web combina Inteligência Artificial, automação de processos legais e análise de dados. O objetivo é ajudar os utilizadores a agilizarem os pedidos de compensação, garantido que recebem aquilo a que têm direito. Para o bem de toda a indústria de viagens, esperamos estar à beira de uma viragem, mais responsável, em nome dos direitos dos viajantes.

*Por Henrik Zillmer, CEO e cofundador da AirHelp

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