TPNP diz que fim do comboio turístico no Douro é “forte prejuízo” para a região

Por a 29 de Março de 2019 as 16:30

O Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) veio esta sexta-feira, 29 de março, lamentar a decisão da CP – Comboios de Portugal de descontinuar o comboio turístico que liga o Porto à Régua, considerando que o fim deste transporte “representa um forte prejuízo” para a região, bem como para os turistas que visitam o Porto e Norte de Portugal.

“Numa altura em que a Região do Douro é cada vez mais procurada pelos turistas estrangeiros, bem como pelos nacionais, a intenção manifestada pela Administração da CP representa um forte prejuízo, não só para a região, que assim se vê privada de um meio de transporte tradicional, como para os turistas, que vêm reduzidas as opções de transporte para conhecer novos destinos, dentro do próprio destino”, defende o TPNP.

Num comunicado enviado à imprensa, o TPNP refuta também o motivo apresentado pela CP, que aponta para a falta de rentabilidade da linha, considerando que se trata de um argumento “desajustado”, “principalmente numa altura em que o território em questão recebe 4,3 milhões de turistas por ano, boa parte destes com vontade de visitar a mais antiga região demarcada de vinhos do mundo, que é o Douro”.

“Os números disponíveis indicam que a maioria dos turistas que nos visitam não vem de carro e não quer conduzir, para poder usufruir da deslumbrante paisagem em toda a sua plenitude, pelo que a existência deste percurso turístico de comboio é, seguramente, uma alternativa válida e uma evidente mais-valia”, acrescenta o TPNP.

Para o TPNP, esta decisão da CP está ainda “desalinhada” com a vontade demonstrada pelas entidades governamentais de apostar numa política de desenvolvimento das regiões do interior, bem como com a estratégia anunciada pelo presidente da entidade regional de turismo.

“Para o seu mandato, Luís Pedro Martins elegeu como uma das prioridades o combate às assimetrias regionais em termos de número de visitantes e da duração média de estadia. A suspensão de um meio de transporte alternativo, capaz de proporcionar uma inesquecível experiência lúdica, é um revés significativo para esta estratégia”, sublinha ainda o comunicado.

O TPNP conclui manifestando a sua “total discordância com a posição da CP” e faz “um apelo para que a decisão seja revertida”.

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