Grupo HNA vende participação na TAP

Por a 15 de Março de 2019 as 20:24

O Grupo HNA vendeu a participação de 9% que detinha na TAP, através da Atlantic Gateway, num negócio avaliado em 48,6 milhões de euros (55 milhões de dólares), segundo informação avançada esta sexta-feira, 15 de março, pela Lusa, que cita um comunicado enviado à bolsa de Xangai.
Mais de metade da participação do grupo chinês terá sido adquirida pela Global Aviation Ventures LLC, um fundo norte-americano de capital de risco especializado em aviação, por uma quantia de 30 milhões de dólares, enquanto o restante fica na companhia aérea brasileira Azul S.A., que paga 25 milhões de dólares.
O grupo HNA explica que o negócio envolveu a venda da subsidiária Hainan Airlines Civil Aviation, cujos únicos bens são uma participação de 20% na Atlantic Gateway, consórcio que detém 45% da TAP.
Entretanto, ficou a saber-se que a Global Aviation Ventures LLC é propriedade do empresário David Neelman, que detém 40% do capital da Altantic Gateway e é também dono da Azul, que emitiu um comunicado de imprensa a confirmar a propriedade e o negócio.
“David Neeleman informa que é o dono da Global Airlines Ventures, LLC, empresa norte-americana, e que em conjunto com a Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A., esta com uma posição minoritária, adquiriram à Hainan Airlines Holding Co. Ltd a sua participação na Atlantic Gateway que detém 20% do capital social e dos direitos de voto e 35,58325% de direitos económicos da Atlantic”, refere o comunicado.
Para o empresário, o negócio “demonstra a confiança que os investidores privados têm no crescimento sustentado da TAP e na capacidade da gestão em continuar a implementar o plano estratégico delineado na privatização, implementando as medidas necessárias para continuar o processo de transformação da TAP”.
Já o Ministério das Infraestruturas e da Habitação disse à Lusa que, “a confirmar-se a venda da posição contratual do acionista chinês, ela não afecta a posição estratégica do Estado português, que se mantém inalterada”.
“A substituição de um acionista minoritário por um novo acionista norte-americano e por um reforço da posição de um dos actuais acionistas não é um factor negativo para a empresa”, acrescenta o ministério, considerando que, “pelo contrário, é um sinal de confiança dos adquirentes no futuro da empresa”.
Miguel Frasquilho, chairman da TAP, já disse, por sua vez, que a venda participação não foi inesperada, uma vez que eram “conhecidas as dificuldades” do Grupo HNA, lamentando, no entanto, a saída do conglomerado chinês.

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