Britânicos “não notarão alteração na forma como são recebidos”, diz ministro da Economia

Por a 13 de Março de 2019 as 22:19

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, afirmou esta quarta-feira, 13 de março, que os turistas britânicos “não notarão alteração na forma como são recebidos” em Portugal, em caso de ‘hard brexit’, motivo pelo qual o plano de contingência português para a saída britânica da União Europeia inclui medidas como a dispensa de visto de entrada no país.
“É aquilo que queremos assegurar aos turistas britânicos. Quando se quiserem deslocar a Portugal, não vão precisar de vistos de entrada, vão continuar a poder aceder por canais especiais, sem se confundirem com passageiros de países terceiros e vão continuar a beneficiar de serviços públicos, como se fossem cidadãos da União Europeia. Isto significa que, ao contrário do que poderá suceder noutros países, os turistas britânicos não notarão alteração na forma como são recebidos”, disse o governante aos jornalistas, na inauguração da BTL.
Pedro Siza Vieira garantiu que “tudo será criado para que os turistas do Reino Unido não sintam, apesar da saída do Reino Unido da União Europeia, qualquer alteração na experiência que têm em Portugal” e revelou que o governo está já a “contactar os operadores turísticos e as agências de viagens dando conta das condições”, e prepara-se para lançar, na próxima semana, uma campanha no mesmo sentido.
“Estamos, ao mesmo tempo, a fazer uma campanha intensa de promoção de Portugal, estamos a contactar os operadores turísticos e as agências de viagens dando conta das condições que temos e vamos ainda, na próxima semana, lançar uma campanha dirigida ao mercado do Reino Unido para mostrar aquilo que Portugal tem para oferecer”, explicou.
De acordo com o ministro da Economia, o ‘brexit’ pode “ter algum impacto” nos resultados turísticos nacionais, uma vez que “é o mercado que mais turistas gera para o nosso país”, sendo “particularmente significativo no Algarve e na Madeira”,
“As alterações de circunstâncias podem ter algum impacto, mas o esforço de promoção e de simplificação administrativa visa mitigar esse impacto”, considerou, lembrando que também existem “boas notícias”, como a reposição da “capacidade aérea no aeroporto de Faro, depois das falências de algumas companhias aéreas no ano anterior”, que permitiu crescer 16% nas chegadas de britânicos, nos dois primeiros meses do ano.
“Nestes dois últimos meses, Janeiro e Fevereiro, as chegadas de britânicos aos aeroportos nacionais ultrapassaram os 16% relativamente ao período homólogo do ano anterior. Portanto, isto significa que os britânicos retomaram o nível de crescimento que se tinha dissipado um pouco e vamos esperar, com confiança, para ver qual será o impacto”, afirmou.

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