ATA vai eleger novos corpos sociais depois de demissão de vice-presidente e vogal

Por a 1 de Março de 2019 as 16:47

A Associação de Turismo dos Açores (ATA) vai eleger novos corpos sociais, informação que surge depois do vice-presidente, Luís Rego, assim como o vogal da direção, terem apresentado a demissão, durante a Assembleia Geral que decorreu esta quinta-feira, 28 de fevereiro. Eleições podem decorrer em final de março ou início de abril.

De acordo com a Lusa, Luís Rego começou por afirmar que “bom era não ter acontecido nada”, destacando, no entanto, que o facto de haver averiguações “não significa que haja problemas” na entidade e que cabe, agora, à União Europeia “avaliar, identificar e perceber como é que dinheiros públicos disponibilizados estão a ser aplicados”.

O responsável, que é também administrador do Grupo Ilha Verde, acrescentou ainda que “para já não há nada a temer nem opor” e esclareceu que o grupo que lidera não foi alvo de buscas da Polícia Judiciária (PJ).

Além da demissão de Luís Rego, a Assembleia Geral da ATA ficou também marcada pela demissão do vogal da direção, tendo servido ainda para os novos estatutos da instituição, que resultam da fusão de duas propostas, sendo uma das quais da responsabilidade da direção e outra de um grupo de empresários a que se associou a Câmara de Comércio e Indústria dos Açores.

Luís Rego falou ainda sobre o passivo da ATA, sem, no entanto, especificar de que montante se trata, uma vez que os “valores que poderão não estar corretos”, já que, afirmou, “ainda há pouco foram recebidos valores para a sua amortização”.

Sobre o facto do Governo Regional dos Açores já ter afirmado que vai assumir o passivo da ATA, o dirigente considerou que este é um “facto consumado”, já existem ainda verbas a receber do executivo açoriano, no âmbito dos contratos programa celebrados com a ATA, até 2025.

Já Carlos Morais, presidente da Assembleia Geral da ATA, revelou que, com a aprovação dos novos estatutos, passam a estar reunidas as condições para que, em final de março ou início de abril, sejam aprovadas as contas da ATA e marcadas novas eleições.

Os novos estatutos determinam que a ATA passe a ter entre sete e nove elementos na nova direção, estando também prevista a criação de uma direção executiva composta por três elementos, bem como a contratação de um executivo para gerir o dia-a-dia da instituição face às políticas a implementar pela direção.

Os associados vão poder também participar por videoconferência nas assembleias gerais e será aberta mais do que uma mesa de voto em ilhas de diferentes.

Recorde-se que as instalações da ATA, em Ponta Delgada, foram alvo de buscas da PJ na passada terça-feira, 26 de fevereiro, por suspeitas de irregularidades na gestão da instituição que visam directamente o presidente, Francisco Coelho, suspeito de corrupção e desvio de dinheiro em beneficio próprio e que foi já constituído arguido.

 

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