Tripulantes de cabine querem reconhecimento de profissão de desgaste rápido

Por a 22 de Fevereiro de 2019 as 16:16

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) entregou esta sexta-feira, 22 de fevereiro, uma petição na Assembleia da República com vista ao enquadramento da profissão de tripulante de cabine na legislação que define o estatuto de Profissão de Desgaste Rápido.

“O Sindicato defende que os Tripulantes de Cabine (comissários/assistentes de bordo, chefes de cabine e supervisores de cabine) quando exercem a sua actividade a bordo de aeronaves, encontram-se expostos a riscos profissionais e a factores de desgaste penalizantes, idênticos aos que se encontram nas várias profissões já consagradas com o estatuto de Profissão de Desgaste Rápido. Cumulativamente, estes profissionais têm horários disruptivos, distúrbio do sono, exposição a radiação cósmica e contaminação do ar da cabine por meio de organofosfatos”, alega o SNPVAC, numa nota enviada à imprensa.

A petição foi entregue na Assembleia da República esta sexta-feira e conta já com 13 mil assinaturas, com o sindicato a defender que “inúmeros estudos médico-científicos realizados sobre esta matéria — alguns dos quais já foram apresentados e disponibilizados aos deputados da Assembleia da República —  são unânimes ao considerar que os Tripulantes de Cabine estão mais sujeitos a contraírem doenças oncológicas, músculo-esqueléticas, auditivas e do foro psicológico”.

Com a petição entregue esta sexta-feira, o SNPVAC pretende que os deputados da Assembleia da República legislem no sentido de “consagrar o estatuto de profissão de desgaste rápido para os Tripulantes de Cabine, sem qualquer penalização”, reduzindo, ao mesmo tempo, a idade de reforma para os Tripulantes de Cabine em sete anos, face à prevista na lei, em cada momento em vigor, sem qualquer penalização; além da “reforma imediata, por opção, a quem possuir 35 anos de serviço a trabalhar como Tripulante de Cabine, sem qualquer penalização”.

“O trabalho em altitude a bordo de aeronaves comporta riscos que podem ser mitigados ao longo dos anos, contudo, nunca permitindo criar condições normais de trabalho. Assim, a frequente exposição no posto de trabalho a inúmeros fatores nocivos para a saúde dos profissionais navegantes só poderá ser resolvida caso se processe uma diminuição dos períodos de exposição a tais fatores, ou seja, a uma diminuição dos anos de laboração, minimizando assim as consequências nefastas na vida pessoal e familiar dos Tripulantes de Cabine, ocorridas ao longo da vida profissional”, refere ainda o sindicato.

 

Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *