Ryanair multada em Itália por cobrar bagagem de mão

Por a 22 de Fevereiro de 2019 as 15:33
Ryanair

A Ryanair foi condenada, pela autoridade da concorrência de Itália, a pagar uma multa de três milhões de euros devido à atual política de transporte de bagagem, que se encontra em vigor desde Novembro do ano passado e que obriga ao pagamento adicional da bagagem de mão.

De acordo com o Público, a autoridade da concorrência italiana considerou que a prática da Ryanair é uma forma enganosa e “não transparente” de aumentar os preços dos bilhetes, constituindo também uma “prática comercial desleal”.

Segundo a nova política de bagagem da Ryanair, que está em vigor desde Novembro de 2018, os passageiros apenas podem transportar uma pequena mala de mão na cabine de forma gratuita e desde que caiba debaixo do assento da frente, com a companhia aérea low cost a cobrar também um custo adicional pelas malas que pesem mais de 10Kg, assim como pelo embarque prioritário.

“A bagagem de mão é um elemento essencial do serviço de transporte aéreo e o seu transporte deve ser permitido sem quaisquer custos adicionais”, nota a autoridade da concorrência italiana, num comunicado que é citado pelo Público.

A autoridade da concorrência de Itália acrescenta que, “com base na legislação europeia relativa ao transporte aéreo, os suplementos previsíveis e inevitáveis devem ser incluídos no preço do serviço básico apresentado desde o primeiro contacto” e que “não podem ser separados desse preço com o pedido de quantias adicionais”.

“Daí a fraude aos consumidores, visto que o preço efectivo a pagar no final do processo de reserva vai ser quase sempre superior à tarifa apresentada no início do processo”, conclui a entidade reguladora, que alerta ainda para o impacto da medida na concorrência entre transportadoras aéreas e nos preços praticados por outras empresas que incluem a bagagem de mão no valor dos bilhetes.

A Ryanair já reagiu à decisão da entidade italiana e, segundo a BBC, garante que a atual política de bagagem de mão é transparente e facilita o processo de embarque, o que faz com que os voos sejam mais pontuais.

Tal como a Ryanair, também a Wizz Air, companhia aérea low cost da Hungria, terá que pagar uma multa de um milhão de euros por igual motivo, com a entidade da concorrência italiana a explicar que as empresas têm, agora, um prazo de 60 dias para notificar a entidade reguladora “sobre as medidas que serão tomadas em conformidade com a recente decisão”.

 

 

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