easyJet e Delta Airlines estudam joint-venture para ficar com Alitalia

Por a 18 de Fevereiro de 2019 as 16:51

A easyJet e a Delta Airlines estão a estudar a hipótese de formar uma joint-venture, juntamente com a Ferrovie dello Stato, para ficar com 40% da Alitalia, a companhia aérea de bandeira italiana, que está deficitária desde 2017, depois dos seus funcionários terem rejeitado um plano de reestruturação da empresa.

De acordo com o jornal espanhol Hosteltur, a intenção foi já confirmada pela easyJet, que vê no negócio uma hipótese de aumentar a sua rede de médio curso, enquanto a Delta Airlines está interessada nas operações de longo curso da companhia aérea italiana, que manteria a ligação estatal, através da empresa ferroviária Ferrovie dello Stato.

A easyJet confirmou as negociações, mas, por enquanto, não confirma o negócio que, a realizar-se, poderia salvar a Alitalia da insolvência, já que a companhia aérea tem vindo a sobreviver, desde 2017, com recurso a empréstimos do governo italiano.

Recorde-se que, em Maio de 2017, a Alitalia avançou para a insolvência, depois da Ethiad Airways, a companhia de bandeira de Abu Dhabi, que era parceria da Alitalia, ter retirado o seu apoio financeiro à companhia italiana e de os seus funcionários terem rejeitado o plano de reestruturação da empresa, avaliado em dois mil milhões de euros

Esta não é a primeira vez que o futuro da Alitalia é incerto, uma vez que a companhia tinha já estado à beira da falência em 2013 e 2014, vindo a salvar-se com a injecção de capital por parte da Ethiad Airways, que passou a deter 49% da companhia italiana. Já os restantes 51% da Alitalia pertencem a um consórcio de empresas estatais italianas.

No ano passado, chegaram a circular notícias que davam conta da intenção do estado italiano de readquirir os 51% do capital da empresa, depois das negociações falhadas com outras companhias aérea. A easyJet, assim como a Ryanair e a Lufthansa, foram três das companhias aéreas que terão manifestado interesse na Alitalia, mas que terão desistido do negócio devido à intenção do estado italiano de ficar com 15% da companhia aérea.

Com 70 anos de história, foram poucos os anos em que a companhia aérea italiana deu lucro e, nos últimos tempos, os prejuízos chegavam mesmo aos 500 mil euros por dia. As perdas mantiveram-se em 2018, mesmo com a ajuda estatal, e chegaram aos 154 milhões de euros, ainda que no terceiro trimestre do ano tenha registado um benefício de dois milhões de euros, depois de mais de 16 anos de perdas.

 

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