Europa continua a ser a região mais visitada

Por a 15 de Fevereiro de 2019 as 17:17

A Europa continua a ser a região mais visitada do mundo, com um aumento de 6% nas chegadas de turistas internacionais em 2018 em comparação com o ano anterior, segundo o relatório “Turismo Europeu – Tendências e Previsões 2018” elaborado pela Comissão Europeia de Turismo.
Esse crescimento vai manter-se, aponta o relatório, apesar das tensões comerciais atuais, da incerteza em torno do Brexit e da desaceleração económica na Zona Euro e da China.
A Turquia, Sérvia, Malta, Montenegro e Letónia foram alguns dos destinos europeus que registaram uma melhor performance ou um crescimento mais sustentado por diversos fatores.
As viagens provenientes dos EUA e da China voltaram a estar em destaque no ano passado. O crescimento dos EUA foi auxiliado por vários fatores económicos, incluindo um dólar mais forte do que o euro e a libra esterlina. O aumento de visitantes da China deveu-ses à melhoria da conectividade aérea e a melhores procedimentos de vistos, bem como à expansão da classe média chinesa.
Eduardo Santander, diretor executivo da European Travel Comission referiu que, “apesar dos riscos adversos, como tensões nos mercados financeiros, a incerteza em torno da retirada do Reino Unido da UE e os inquietantes previsões, a indústria do turismo europeu mais uma vez mostrou-se resiliente em 2018, respondendo por mais da metade (51%) das chegadas de turistas em todo o mundo. Olhando para as várias incógnitas que 2019 tem a oferecer, prevemos um crescimento de cerca de 3% nas chegadas de turistas internacionais à região. 2019 apresenta-se como uma oportunidade para reorientar a política europeia e nacional de apoio aos motores do crescimento sustentável do turismo e de promoção do desenvolvimento a longo prazo na Europa”.

Incerteza do Brexit

O relatório reforça a incerteza relacionada com o Brexit e o impacto negativo que este tem no Turismo europeu. De acordo com o relatório, as viagens de saída e turismo do Reino Unido serão afetados negativamente em todas as frentes, no caso de um Brexit “sem acordo”. Com os impactos negativos de fatores económicos, interrupção de companhias aéreas e aumento da regulamentação de passaportes prevêem-se até menos 8 milhões de viagens de saída do Reino Unido.

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