Opinião | E depois de Times Square?

Por a 7 de Fevereiro de 2019 as 12:22

Quando no dia 15 de junho de 2018 às 10:10h da manhã a onda gigante da Nazaré rebentou em Times Square, cumpriu-se a ambição de colocar o Destino Portugal no maior palco do mundo. Hoje Portugal já ocupa o primeiro lugar nas pesquisas mundiais sobre surf e a World Surf League escolheu o nosso país para instalar a sua sede europeia.

Esta campanha do Turismo de Portugal assinalava a aposta iniciada há 10 anos, de ancorar a promoção do turismo nacional no surf. Uma aposta que não tinha uma relação direta com a dimensão do surf como produto turístico, mas sim na sua capacidade de associar a Portugal atributos relevantes e com claros benefícios para o negócio do turismo no seu conjunto.

Com o surf associamos ao país alguns dos seus valores e que estão relacionados com um certo estilo de vida que privilegia uma relação harmoniosa com a natureza, o respeito pelas pessoas e pelas suas diferenças e uma capacidade de ser audaz face às adversidades e à força da natureza. Valores que colam que nem uma luva a Portugal, e que é credível e autêntico.

Por outro lado, o surf ajuda a qualificar o nosso principal produto turístico – o sol e mar – e atualiza a nossa relação com o mar. Este ano vamos celebrar os 500 anos da viagem de circunavegação de Fernão de Magalhães, uma das expressões maiores de tenacidade, inovação e conhecimento, e que hoje continua a ser motivo de estudo por historiadores, cientistas e exploradores. Uma viagem que Fernão de Magalhães idealizou e empreendeu com saber e valentia e que demonstrou que afinal a terra é mesmo redonda.

A fasquia está muito alta para a promoção de Portugal – o melhor destino turístico do mundo – mas não nos faltam motivos de inspiração, novos argumentos e temas para criarmos razões e interesse de visita. Apenas destacarei a Estrada Nacional 2, que rasga o país de norte a sul, e que é uma oportunidade para se desenvolver oferta turística nos territórios do interior, novos negócios e para permitir novas experiências a quem nos visita.

A nova campanha “Portugal. The Summer” marca uma outra abordagem de comunicação do país, que junta a música e a dança aos nossos ativos turísticos e que acreditamos que terá impacto na criação de interesse e na decisão de escolha de Portugal como destino.

Mas, acima de tudo, importa continuar a apostar na criatividade, antecipar tendências, a desenvolver conhecimento, não ter medo de arriscar e estar sempre disposto a inovar. Este pode ser mesmo um bom compromisso para 2019.

Por Lídia Monteiro, diretora coordenadora do Turismo de Portugal

Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *