ATA prevê que impacto do Brexit se faça sentir em 2020

Por a 30 de Janeiro de 2019 as 15:51

O presidente da Associação de Turismo do Algarve (ATA), João Fernandes, prevê que o impacto do Brexit na actividade turística da região se faça sentir apenas em 2020, motivo pelo qual a associação vai estar focada, em 2019, “em encontrar soluções e alternativas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do turismo do Algarve”.

De acordo com o responsável, que é citado num comunicado enviado pela ATA à imprensa, a propósito dos desafios que esperam a região ao longo deste ano, o Algarve precisa de “continuar a crescer em valor”, em vez de entrar numa competição pelo preço com destinos como a Tunísia, Egipto ou Turquia.

“A nossa estratégia consiste em tornar a experiência de quem nos visita cada vez mais rica, mais autêntica e mais emocional. E estamos a fazê-lo, com sucesso, através de uma maior integração e interacção dos nossos turistas com a vida local”, refere João Fernandes.

Nesse sentido, acrescenta a mesma informação, a ATA vai, ao longo de 2019, “intensificar o esforço de captação de um segmento médio/alto, com poder de compra, apreciador de um turismo mais sustentável e menos sensível ao factor preço”, ao mesmo tempo que vai trabalhar também para “precaver e minimizar os impactos de situações que têm vindo a interferir no turismo da região, como a reemergência de destinos concorrentes ou o Brexit”.

“Acreditamos que as principais consequências destes fenómenos se venham a reflectir verdadeiramente em 2020, pelo que durante este ano estaremos focados em encontrar soluções e alternativas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do turismo do Algarve”, refere João Fernandes, realçando que “todo o sector está mobilizado para este esforço de combate e de adaptação que será necessário empreender face a esta nova realidade”.

Em 2019, a ATA vai continuar a “capitalizar a fidelização dos turistas do Reino Unido ao Algarve, potenciando o seu vínculo emocional à região e o passa-palavra”, garante João Fernandes, explicando que este trabalho “visa transformar visitantes pontuais ou regulares em verdadeiros embaixadores do destino”.

Paralelamente, a associação vai também “trabalhar no reforço das ligações aéreas e acções promocionais em países como a França e Itália”, além de realizar uma aposta “em mercados que possam contribuir para o desenvolvimento sustentado da região, na medida em que visitam o Algarve fora da época alta”, a exemplo dos mercados nórdicos, mas também do Brasil, EUA e Canadá, “cuja curiosidade em torno do Algarve está a aumentar consideravelmente”, refere ainda João Fernandes.

A ATA conta ainda conceder maior apoio ao turismo residencial, “na medida em que este segmento tem vindo a aumentar, contribuindo, de forma significativa, para a promoção da diversidade regional”, lê-se ainda no comunicado emitido.

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