World Explorer vai fazer turnarounds no Porto

Por a 26 de Dezembro de 2018 as 10:16

2019 promete trazer novidades para a Mystic Cruises, a divisão de cruzeiros de mar da Mystic Invest, a holding que detém também a DouroAzul.

A 28 de Outubro, o World Explorer, o novo navio que a Mystic Cruises mandou construir nos estaleiros da WestSea, em Viana do Castelo, realizou o primeiro teste de estabilidade, prova que, segundo Mário Ferreira, presidente da Mystic Invest, foi ultrapassada com sucesso, já que “os testes decorreram de acordo com aquilo que era esperado”, disse o responsável ao Publituris, à margem do World Travel Market (WTM), que decorreu em Londres, entre 5 e 7 de Novembro.
O navio, que deverá estar pronto a navegar ainda em Março, entra em operação no mês seguinte, e vai “trabalhar pelo mundo fora, mas com várias paragens e muitos turnarounds no Porto”, explicou Mário Ferreira, sublinhando que o objectivo passa por “puxar pelo Porto para fazer entradas e saídas de passageiros, aproveitando o terminal, porque um terminal com aquela qualidade merece receber mais navios”.
Na opinião de Mário Ferreira, este tipo de operação é importante para a cidade, uma vez que, afirmou, “quando se faz um turnaround numa cidade, isso é que deixa efectivamente dinheiro, porque as pessoas vêm antes e, depois do cruzeiro, ficam normalmente mais uma ou duas noites. É isso que contribui para a economia local”.
Com o World Explorer, navio com capacidade para 200 passageiros e 112 tripulantes, que vai dirigir-se essencialmente aos mercados “alemão, inglês, suíço e austríaco”, a Mystic Cruises conta realizar vários itinerários com turnaround no Porto, seja “Porto-Hamburgo, a passar por Londres, Hamburgo-Porto, Palma-Porto ou Porto-Barcelona”, revelou Mário Ferreira.
Além dos turnarounds no Porto, o World Explorer vai realizar uma série de expedições, através de um operador do Canadá especialista neste tipo de viagens, chamado Quark. “É um navio de classe de gelo, pode navegar em águas com gelo até um metro de espessura”, explicou, acrescentando que a Mystic Cruises não está a divulgar estas expedições porque quando a construção do navio arrancou, “estava tudo vendido para as primeiras
duas épocas na Antárctida”. “Entretanto, o contrato foi renegociado e refeito e, até 2023 inclusive, todas as viagens na Antárctida e no Árctico estão pré-vendidas”, explicou.

2018 foi ano atípico

A chegada do novo navio contribui para as expectativas positivas face ao próximo ano, com Mário Ferreira a esperar que “2019 seja melhor” que o corrente ano, que ficou marcado por alguns contratempos. “Foi uma época boa para nós em Portugal, ainda que com alguns contratempos, porque foi um ano de muitas avarias nas eclusas, foi um ano atípico nesse sentido, o que nos causou bastantes transtornos”, disse o responsável, especificando que também na Europa se registaram alguns problemas, nomeadamente no Reno. “Tivemos também um Verão atípico na Europa central e o Reno teve pouca água, daí que tenhamos tido que cancelar algumas viagens”, explicou. 

 

Brexit não assusta

Mais uma vez presente no WTM de Londres, Mário Ferreira mostrou-se pouco preocupado com o Brexit, que vai ser oficializado em Março de 2019, até porque os operadores com quem a Mystic Cruises trabalha não foram afectados. “A maior parte dos nossos operadores não foram afectados e o mais engraçado
é que a maioria ainda está incrédula em relação ao Brexit e pouco crente, acreditam que ainda há forma de voltar atrás”, disse o responsável.

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