INE estima que Turismo tenha chegado aos 13,7% do PIB em 2017

Por a 17 de Dezembro de 2018 as 15:22

No ano passado, a procura turística terá contribuído com 26,7 mil milhões de euros para o PIB português e representado 13,7% do total nacional, de acordo com os dados revelados esta segunda-feira, 17 de Dezembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), nas primeiras estimativas para 2017 da Conta Satélite de Turismo (CST).

Segundo o INE, o peso da procura turística no PIB nacional cresceu 14,5% em 2017, numa tendência acompanhada pelo VAB, que terá subido 13,6% no ano passado, depois de um crescimento de 6,6% em 2016, chegando aos 7,5% do total nacional, o que representa um montante de 12,6 mil milhões de euros.

Na nota informativa divulgada, o INE refere que o VAB gerado pelo Turismo aumentou 13,6% em 2017, num aumento que foi superior ao registado no VAB da economia nacional, que se ficou pelos 4%.

O INE só apresentou, por enquanto, as previsões relativas à contribuição do Turismo para o PIB e para o VAB no ano passado, esperando-se que os restantes dados da CST, como as exportações do Turismo ou o emprego no sector, sejam conhecidos em breve.

Quanto a 2016, os dados divulgados esta segunda-feira mostram que o turismo receptor, ou seja, o que é realizado por não residentes, representou 63,1% do total, valor que, em 2015, se ficava pelos 61,8%, e que a maioria dos gastos foram realizados em alojamento (26,5%), restauração e bebidas (26%) e transportes (20,6%).

Já ao nível do emprego, em 2016, o Turismo gerou 416.817 postos de trabalho, o que traduziu uma subida de 4,8% face ao ano anterior e que foi superior ao crescimento de 2,1% da média nacional, representando 9,4% do total de emprego gerado no país.

As agências de viagens, operadores turísticos e guias turísticos foram as áreas em que o Turismo mais criou emprego em 2016, com um aumento de 9,1%, seguindo-se os hotéis e similares, com uma subida de 7,5%.

Ainda assim, a maioria do emprego no Turismo continua a ser gerado pela restauração, que, em 2016, concentrou 47,1% do emprego no sector, seguindo-se os hotéis e similares, com um total de 17,6%, e os transportes, que representam 11,9%.

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