Antonoaldo Neves diz que TAP tem “perspectiva positiva” para 2019

Por a 11 de Dezembro de 2018 as 11:07

O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, revelou esta terça-feira, 11 de Dezembro, que a TAP tem uma “perspectiva positiva” para 2019, apesar das incertezas que existem em alguns mercados europeus e da maior instabilidade que se espera em Portugal, devido ao aproximar das eleições legislativas.

“Estamos num sector de margem pequena, o lucro operacional de uma companhia aérea saudável é de 7% a 10% e uma pequena variação elimina metade do lucro operacional, porque 79% das nossas vendas vêm de fora de Portugal”, afirmou Antonoaldo Neves, durante a conferência de aniversário promovida pelo Dinheiro Vivo.

Apesar das incertezas que podem afectar o resultado da companhia aérea, Antonoaldo Neves diz que “o Brasil joga a favor” das previsões da TAP, uma vez que 25% das receitas da TAP vêm desse mercado, que deve viver um ano mais tranquilo em 2019, depois de passadas as eleições presidenciais.

“Foi um ano difícil no Brasil devido às eleições, mas essa instabilidade já foi ultrapassada e estamos com uma perspectiva positiva para o ano que vem”, acrescentou o responsável, explicando que também em Portugal, que vai ter eleições legislativas em Outubro de 2019, a TAP tem uma “perspectiva positiva”.

“Portugal é o nosso segundo mercado e continuamos com um a perspectiva positiva porque Portugal é um destino turístico. A primeira demanda que desaparece quando há algum problema é a corporativa”, afirmou, manifestando-se confiante que a procura turística se vai manter em 2019.

Importante para compensar qualquer instabilidade, nomeadamente em França, devido ao movimento dos ‘coletes amarelos’, ou no Reino Unido, devido ao Brexit, será também o mercado norte-americano, apesar de a TAP ter apenas 1% do tráfego entre os EUA e a Europa.

“A TAP é um risquinho entre os EUA e a Europa, mas se pegarmos um pouco do mercado americano, a TAP cresce muito. A estratégia é que isto sirva para compensar qualquer resfriado do outro lado”, explicou Antonoaldo Neves.

Em relação ao Brexit, o presidente executivo da TAP diz que, a nível operacional, não são esperadas mudanças, uma vez que a TAP tem um AOC – Air Operator’s Certificate português, o que “não impacta os slots nos destinos”, ainda que seja esperada alguma redução da procura.

“A preocupação é ao nível da demanda”, acrescentou Antonoaldo Neves, relativizando, no entanto, o impacto da redução da procura, uma vez que, para a TAP, o mercado britânico representa menos de 5%.

 

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