“Aeroporto da Portela será, em termos de pontualidade, o pior do mundo”, diz Frasquilho

Por a 7 de Dezembro de 2018 as 14:37
Miguel Frasquilho

O presidente do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho, deixou esta sexta-feira, 7 de Dezembro, o aviso de que “se nada for feito, dentro de dois ou três anos, o Aeroporto da Portela será, em termos de pontualidade, o pior do mundo”.

Em declarações à Renascença, Miguel Frasquilho lembrou que o indicador da pontualidade ficou, este ano, abaixo dos 50% em Lisboa, considerando que será necessário proceder a “melhoramentos importantes” até que o aeroporto complementar do Montijo esteja operacional, o que só devem acontecer em 2022.

Recorde-se que a TAP tem vindo a queixar-se das limitações existentes no aeroporto da capital, que culpa por grande parte dos atrasos registado e que colocaram a companhia aérea de bandeira nacional nos últimos lugares da tabela que mede a pontualidade das transportadoras aéreas.

Ainda no dia 29 de Novembro, durante a conferência “Marcas Globais, Destinos Turísticos e Mercado Imobiliário”, em Lisboa, Miguel Frasquilho tinha pedido “melhorias” no curto prazo para o Aeroporto Humberto Delgado, tendo em conta o facto da infraestrutura já estar “bastante congestionada”.

“Este ano, o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, deve aproximar-se dos 30 milhões de passageiros, será um novo recorde, mas atenção porque a estrutura já está bastante congestionada e, portanto, têm que ser feitas as melhorias que se impõe e num prazo já não muito longo”, acrescentou.

Miguel Frasquilho disse também, na mesma ocasião, que muitos dos atrasos registados nos voos da TAP não são culpa da própria companhia aérea, mas sim da infraestrutura aeroportuária, apesar de reconhecer que a transportadora tem vindo a sentir algumas “dores de crescimento”.

“Muitas vezes, deixem-me dizê-lo, sem querer assacar responsabilidades a outros actores, mas pagamos por aquilo de que não temos culpa nem responsabilidade. Muitas vezes as infraestruturas não cumprem o seu papel como deviam”, criticou.

 

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