Operação turística depara-se com “um ciclo novo todos os dias” em Lisboa

Por a 23 de Novembro de 2018 as 16:28

“Todos os dias temos surpresas da Câmara Municipal [de Lisboa]l, começou por responder Eduarda Neves, vice-presidente da APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo e coordenadora do Capítulo de DMC’s, quando questionada acerca dos principais constrangimentos que identifica na cidade de Lisboa.

A responsável, que falava na plateia do 44ºCongresso Nacional da APAVT, que decorre até domingo, em Ponta Delgada, salientou que “na operação turística em Lisboa é um ciclo novo todos os dias” e que tem sido difícil dialogar com a autarquia da capital portuguesa, seja através da associação ou até mesmo da própria Confederação do Turismo de Portugal (CTP). “Já chamámos a ATL ao assunto, já informámos o Turismo de Portugal sobre o que se passa, mas as coisas não são fáceis. O diálogo não é fácil”, frisou, lamentando o aviso tardio da Câmara de Lisboa para as alterações que impactante directamente o decorrer das operações turísticas na cidade.

O mais recente constrangimento, que ainda não foi devidamente comunicado aos operadores, mas que a associação tem “uma ideia vaga”, tem que ver com a proibição do acesso de autocarros acima dos 50 lugares à baixa da cidade a partir dos Restauradores. “ A ribeira das Naus vai ser proibida, quem vem de um cruzeiro e vai sair do barco em Santa Apolónia não vai conseguir ver a cidade, só se for a pé”, complementou, referindo que a associação não foi ainda chamada para dar as suas opiniões e sugestões ao novo regulamento. “Não estamos a ver grande abertura para sugestões, tem sido extremamente difícil convocar reuniões com a câmara. Não estou a ver que hajam grandes mudanças a favor da operação turística”.

*Em Ponta Delgada, a convite da APAVT

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